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Boi Gordo deixará falência correr e não entrará com novo recurso

O Desembargador Munhoz Soares, do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou o pedido de efeito suspensivo da falência da Fazendas Reunidas Boi Gordo, decretada no início do mês. Em seu despacho, o desembargador afirma que os argumentos utilizados pelo advogado da companhia "não são plausíveis" e destaca que o fato da Boi Gordo ter atuado ou não como uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) não tem qualquer efeito sobre a quebra evidente da empresa. Procurado pela Agência Estado, o advogado da Boi Gordo, Marcelo Bernardez se mostrou revoltado com a decisão do desembargador. "O despacho indica que qualquer novo recurso que for pedido será negado. O desembargador dá a entender que estamos apenas arranjando medidas protelatórias à falência", declarou Bernardez. "Diante disso, decidimos que não vamos mais recorrer. Deixaremos o processo de falência correr."O advogado da Global Brasil - empresa que reúne um grupo de credores da Boi Gordo -, Marcelo Thiollier, informou que a empresa entrou na última sexta-feira com pedido para requerer a indicação do síndico da falência da Boi Gordo. A juíza Márcia Cardoso, da 1a. Vara Cível de São Paulo, responsável pelo processo, havia indicado o advogado Gustavo Sauer Arruda Pinto como síndico dativo em seu despacho sobre a falência. "Vamos pleitear a indicação do síndico. A Justiça só pode determinar o síndico da falência quando nenhum dos principais credores se dispõe a indicá-lo, o que não é o caso da Boi Gordo", explicou Thiollier.

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 16h23

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