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Boi Gordo tem dívidas de 2 bi, diz promotor

O promotor de Justiça da comarca de Comodoro (MT), Mauro Poderoso Júnior, informou ao Estado que sua primeira tarefa à frente do processo de concordata da Fazendas Boi Gordo Reunidas será iniciar uma investigação para averiguar a correção das informações e avaliar se não se trata de crime contra a economia popular, diante do grande número de investidores.O promotor imagina que a Boi Gordo deu entrada no pedido de concordata no fórum de Comodoro sob a justificativa de que nesse município se concentra a maior parte dos seus investimentos, ainda que haja dúvidas de que funcione lá a gestão da organização.Diante do porte do processo - as dívidas do grupo são avaliadas em R$ 2 bilhões - e da quantidade de credores, cerca de 24 mil em todo o País, a maioria no Estado de São Paulo, o promotor imagina que possa faltar ao fórum de Comodoro, que conta apenas com um juiz e um promotor, a estrutura necessária para cuidar da questão. O município tem 20 mil habitantes.Outro ladoSegundo a assessoria de imprensa da Boi Gordo, os valores que constam do pedido de concordata registram um passivo de R$ 550 milhões em títulos a serem resgatados no mercado. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa tem 27 mil investidores. Deste total, estariam em atraso 1.200 contratos, somando cerca de R$ 20 milhões.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2001 | 20h43

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