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Boicote a cartão de crédito não resulta em acordo

Os postos de gasolina de São Paulo já estão aceitando cartões de crédito novamente. O boicote dos postos de gasolina às administradoras de cartões de crédito, que durou uma semana, não surtiu efeito. Tanto as administradoras quanto a Associação Brasileira de Cartão de Crédito (Abecs) ainda não entraram em contato com o Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo (Sincopetro) para propor um acordo.Segundo a Abecs, em abril o número de cartões chegou a 30,5 milhões em todo o Brasil, foram 75,4 milhões de transações com o dinheiro de plástico, um total de R$ 4,6 bilhões por mês. Deste total, José Alberto Miranda, vice-presidente do Sincopetro, informa que R$ 676 milhões são gastos na compra de combustível. Ele diz que o boicote não serviu para minar o uso do cartão, mas sim para melhoras suas condições de uso. De acordo com o diretor-executivo da Abecs, Luiz da Silva Bley, o movimento se restringiu a alguns postos e não deve ter atingido a adesão de 50% de estabelecimentos, como avaliou o Sincopetro. Por isso não houve reflexo sobre o faturamento das empresas de cartão. O executivo explica que as empresas de cartão não podem negociar com entidades de classe. "Ficaria caracterizado movimento de cartelização". E diz que os acordos para redução das taxas administrativas deve ser feito individualmente entre a empresa e o posto.

Agencia Estado,

08 de junho de 2001 | 10h38

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