BOJ amplia programa de compra de ativos em US$ 65 bi

O Banco do Japão (BOJ, banco central) decidiu expandir seu programa de compra de ativos em 5 trilhões de ienes (US$ 65,798 bilhões) ao fim de sua reunião de política monetária, já que o salto do iene para uma nova cotação recorde representa uma ameaça para a recuperação do país do terremoto de 11 de março.

AE-DOW JONES, Agencia Estado

27 de outubro de 2011 | 03h36

O comitê de política monetária do banco central anunciou a ampliação do programa, que também inclui empréstimos de baixo custo, de 50 trilhões de ienes para 55 trilhões de ienes. A diferença, de 5 trilhões de ienes, será formada a partir da compra de títulos do governo japonês.

"O banco considerou isso necessário para intensificar mais o afrouxamento, de forma a garantir uma transição bem sucedida para um ritmo de crescimento sustentável com estabilidade de preços", disse o banco central em um comunicado.

A medida surge depois que cresceu a expectativa por um afrouxamento adicional, após o iene - reconhecido como um porto seguro em meio às incertezas globais decorrentes da crise financeira europeia - saltar para cotações recordes contra o dólar nos últimos dias. O governo também havia aumentado a pressão sobre o banco central para fazer mais pelo enfraquecimento do iene.

O dólar mergulhou para uma nova mínima histórica diante da moeda japonesa na quarta-feira, a 75,70 ienes. Às 3h20 (de Brasília), a cotação estava em 76 ienes por dólar.

O conselho do BOJ aprovou a expansão do programa por 8 a 1, sendo que o único voto discordante, de Ryuzo Miyao, defendia a ampliação do programa em 10 trilhões de ienes. O conselho também decidiu por unanimidade manter a taxa básica de juros ("unsecured overnight call loan rate") inalterada na faixa de 0% a 0,1%.

O banco central vem comprando uma variedade de ativos financeiros - de dívida pública e corporativa a fundos de índice (ETF´s, na sigla em inglês) e fundos de investimento imobiliário - em uma tentativa de reduzir as taxas de juros e os prêmios de risco. As informações são da Dow Jones. (Hélio Barboza)

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