Boletim do governo prevê crescimento de 18% em exportações

As exportações brasileiras podem fechar o ano com um crescimento de 18% com relação a 2002, segundo cálculos apresentados no Boletim de Conjuntura Econômica, elaborado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. "Supondo-se que os valores exportados (dessazonalizados, ou seja, sem interferência de fatos periódicos) no período de janeiro a maio de 2003 mantenham sua média mensal até o final de 2003, ocorreria uma ampliação de 18% das exportações em 2002", afirma o texto. A média dessazonalizada das exportações totais de janeiro a junho, comparada com a média de 2002, aponta para um crescimento de 17,8%. Esse mesmo cálculo detalhado por mercados mostra que o crescimento foi de 13,5% para os Estados Unidos e de 12,9% para a União Européia, enquanto para a China a expansão foi de 75,5% e para a Argentina, de 74,1%. O Boletim destaca, ainda, que as dez empresas brasileiras que mais exportam têm "parcela relevante" de sua produção destinada ao mercado externo, "o que confere maior certeza e menor volatilidade para as exportações brasileiras". Entre as "dez mais" estão: Petrobras (petróleo), Vale do Rio Doce (siderurgia), Embraer (aviões), Bunge Alimentos (soja), Cargill Agrícola (soja), CST (siderurgia), Aracruz Celulose (papel e celulose) e Sadia (carnes). Rentabilidade das exportações Por outro lado, o Boletim registra que o índice de rentabilidade das exportações "encontra-se em declínio desde março de 2003, com recuos de 3,45% frente a abril de 2003 - em razão da apreciação cambial no período -, e de 7,66% frente a maio de 2002 - devido ao aumento de 33,86% dos custos de produção". Esse índice, explica o Boletim, é calculado "a partir da taxa de câmbio nominal média do mês corrigida pela relação entre o índice de preço das exportações totais e o índice de custo para o total das exportações". A balança comercial em 2003 "vem apresentando desempenho excepcional", diz o Boletim. O saldo registrado de janeiro a junho foi de US$ 10,398 bilhões, contra US$ 2,585 bilhões em igual período do ano passado.

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