'Bolha' no exterior não é culpa dos EUA, diz Bernanke

O chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, rejeitou nesta quinta-feira a ideia de que as taxas de juros dos Estados Unidos estejam ajudando a alimentar especulações e potencialmente inflando novas e perigosas bolhas de ativos em outros países.

REUTERS

03 de dezembro de 2009 | 16h54

Respondendo a perguntas em sua audiência de confirmação no Comitê Bancário do Senado, Bernanke disse que se outras nações estão preocupadas com isso, é problema deles.

"Não é responsabilidade dos Estados Unidos garantir que não haja desequilíbrios em cada economia do mundo", afirmou ele. "Acho que é necessário entender que a política monetária dos Estados Unidos está voltada para resolver as questões financeiras e econômicas dos Estados Unidos."

Nesta semana, uma autoridade chinesa criticou a postura do Fed de manter o juro em níveis baixos por um período longo, o que, de acordo com a autoridade, somado ao dólar mais fraco, está criando um "novo risco sistêmico" para a economia global.

O presidente da comissão de regulação bancária da China, Liu Mingkang, disse em Pequim que há um impacto "maciço" nos preços dos ativos de outros países por conta do "carry trade" com o dólar relativamente barato.

"Isso está impulsionando investimentos especulativos em ações e nos mercados imobiliários. Está impondo novos e insuperáveis riscos à recuperação global e principalmente à dos países emergentes", considerou Liu.

Bernanke acrescentou que os países que estão preocupados com a especulação "possuem suas próprias ferramentas para acabar com bolhas em sua economia e não devem esperar que as autoridades monetárias norte-americanas façam o serviço por eles".

(Por Glenn Somerville)

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