Bolívia classifica como um "fracasso" greve geral

O governo da Bolívia considerou "um absoluto e indiscutível fracasso" a greve geral de 24 horas convocada para esta sexta-feira pela Central Operária Boliviana (COB). Os grevistas, por sua vez, acusaram as autoridades de "sabotagem". O vice-ministro de Coordenação de Movimentos Sociais, Alfredo Rada, disse que apenas 30% dos profissionais de saúde aderiram à paralisação, além de "pequenos setores" de Potosí e de Oruro, entre eles os trabalhadores da mina estatal Huanuni. Só nesses departamentos, na região andina do oeste do país, professores de zonas rurais aderiram à greve. Em todas as outras cidades, as escolas funcionaram normalmente, já que ontem o sindicato de educadores urbanos assinou um acordo com o governo. Rada disse que os camponeses do planalto e dos vales centrais também não aderiram aos bloqueios das estradas, apesar do anúncio feito por alguns líderes dessas regiões dizendo o contrário. Objetivo A paralisação foi convocada com o objetivo de reivindicar ao presidente Evo Morales medidas como um salário mínimo de US$187 e a nacionalização do gás e do petróleo sem uma indenização às multinacionais. Além disso, a COB exige a revogação do decreto 21.060, que em 1985 estabeleceu o modelo de economia liberal, e a instalação de uma Assembléia Originária com uma participação sem restrições, em lugar da Assembléia Constituinte que deve ser eleita em 2 de julho. O principal dirigente da COB, Jaime Solares, organizou uma manifestação no centro de La Paz, mas até, o meio-dia, não tinha conseguido reunir mais de 300 pessoas na Praça dos Heróis.

Agencia Estado,

21 Abril 2006 | 15h28

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