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Bolívia e Argentina adiam acordo sobre novo preço do gás

Bolívia e Argentina não conseguiram chegar a um acordo para fixar um novo preço para o gás boliviano, mas assinaram um convênio para manter o volume exportado até a construção de um novo gasoduto, informaram hoje à EFE fontes oficiais.O presidente da empresa estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado, discutiu os dois assuntos com o secretário argentino de Energia, Daniel Cameron, numa reunião em La Paz.Alvarado explicou que na terça-feira vai retomar as negociações sobre o preço do gás, durante a visita do ministro de Planejamento da Argentina, Julio de VidoO presidente da YPFB esperava fechar com Cameron um acordo para elevar o preço que a Argentina paga pelo gás boliviano, atualmente de US$ 3,35 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica). De Vido e o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, teriam apenas que referendar o reajuste. No entanto, não houve acordo. O assunto vai ter que ser discutido diretamente pelos dois ministros. O Brasil paga hoje US$ 3,40 por milhão de BTU, pouco mais que a Argentina.negociaçõesApesar de não chegar a um consenso sobre o preço, Alvarado anunciou um acordo para que a Bolívia continue exportando 7,7 milhões de metros cúbicos diários de gás para o mercado argentino. O volume acertado vale até a entrada em funcionamento do Gasoduto do Nordeste Argentino (GNA), em dois ou três anos, disse.Com o gasoduto, a demanda deve subir para 20 ou 25 milhões de metros cúbicos.O contrato de comercialização de gás entre as duas nações, assinado em 2004 e ampliado em 2005, vence em dezembro.Alvarado também destacou uma aliança da YPFB com a estatal argentina Enarsa para a construção do GNA. A companhia boliviana poderá, além de exportar gás, desenvolver negócios em território argentino, para melhorar sua receita, explicou.O Governo evitou revelar o preço que pede à Argentina. Mas o presidente Evo Morales defendeu recentemente um aumento de pelo menos US$ 1. Outras autoridades insinuaram a intenção de dobrar o valor.No entanto, as autoridades de La Paz deixaram claro que tanto no caso da Argentina quanto no do Brasil os preços serão negociados.CríticasO ministro de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, criticou ontem à noite no Senado o "preço solidário" de US$ 0,98 por milhão de BTU cobrado em 2004 na venda de gás à Argentina, que por sua vez vendia gasóleo pelo valor de mercado.Também está em negociação uma parceria entre as duas estatais para desenvolver projetos de industrialização e de desenvolvimento do mercado interno de gás na Bolívia, além de planos de capacitação de recursos humanos.

Agencia Estado,

13 de maio de 2006 | 08h57

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