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Bolívia expropria madeireira de brasileiro

O governo do presidente boliviano, Evo Morales, deu um prazo de 15 dias para a madeireira Caramanu, de propriedade de um boliviano e de um brasileiro, deixar as terras que ocupa no Estado de Pando, na fronteira com o Acre. A intimação foi entregue pessoalmente pelo vice-ministro de Terras, Alejandro Almaraz, e pela diretora nacional de Migrações, Maria Eugênia Berbejo, segundo fontes governamentais. A decisão gerou preocupação entre dois mil agricultores brasileiros que ocupam um assentamento de terras na região há mais de 30 anos. A maioria deles está ilegalmente no país, na região que fica próxima à fronteira brasileira e às cidades de Basiléia e Epitaciolândia. Ao serem informados sobre a situação, assessores do governo brasileiro recordaram a interlocutores de Morales que existem cerca de 60 mil bolivianos apenas em São Paulo. E que há um acordo migratório de reciprocidade em vigor. Este entendimento expirou em março passado e foi prorrogado até setembro, a pedido de autoridades bolivianas.Ou seja, se o governo boliviano decidir pedir a saída de qualquer brasileiro do país, o governo brasileiro poderia adotar a mesma medida. O argumento do governo da Bolívia é que as terras próximas às fronteiras pertencem ao Estado. A medida faz parte da Reforma Agrária que está sendo preparada pelo governo e que também gera preocupação entre os plantadores brasileiros de soja, concentrados, principalmente em Santa Cruz de la Sierra, na fronteira com Mato Grosso.

Agencia Estado,

10 de maio de 2006 | 09h56

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