Bolívia impede construção de siderúrgica brasileira

O governo da Bolívia declarou inviável a construção de uma usina siderúrgica da brasileira EBX, que transforma ferro em ferro fundido com carvão vegetal como redutor, porque afetaria os recursos florestais, informou, nesta terça-feira, a agência estatal ABI. Segundo o governo, a filial EBX-Bolívia já tinha começado há nove meses a construção de dois de quatro altos fornos, previstos na província Germán Busch, fronteira com o Brasil, violando leis por não possuir licença ambiental.Além disso, a Direção Geral do Meio Ambiente denunciou que a EBX ignorou a possibilidade de utilizar gás natural, abundante na Bolívia, em vez do carvão vegetal, como agente redutor para a obtenção de "ferro esponja".Segundo a ABI, a grande demanda de carvão vegetal da siderúrgica, cerca de 450 mil toneladas por ano, causaria uma forte pressão sobre as áreas de florestas da região.O governo, presidido pelo socialista Evo Morales, quer dar prioridade ao uso de gás natural para a redução do ferro, e deseja promover a industrialização desse recurso natural em vez de exportá-lo, para, assim, obter mais lucro.

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