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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Bolívia nacionalizará outras empresas estratégicas

O governo da Bolívia, que nacionalizou o setor petrolífero no mês passado, anunciou nesta segunda-feira que "em breve" assumirá o controle da maioria das ações de seis empresas do país nos setores de energia, ferrovias e telecomunicações.O ministro de Planejamento do Desenvolvimento boliviano, Carlos Villegas disse em entrevista coletiva que a medida pode ser entendida como nacionalização" ou "bolivianização" das chamadas empresas "capitalizadas", que são administradas por capitais privados nacionais ou estrangeiros."O importante é que queremos obter 51% das ações para o Estado", disse o ministro ao dar detalhes sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento 2006-2010.As companhias "capitalizadas" nas quais o Estado quer ter a maioria das ações são a Empresa Nacional de Telecomunicações (Entel), as elétricas Corani, Valle Hermoso e Guaracachi e as ferroviárias Andina e Oriental.Nessas companhias, os cidadãos bolivianos, representados por duas Administradoras de Fundos de Pensões (AFP), da suíça Zurique Financial Service e do espanhol Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), têm uma participação de 48%, enquanto os sócios privados têm 50%."Essas ações (gerenciadas pelas AFP) vão ser revertidas. Já temos conversas adiantadas com as Administradoras de Fundos de Pensões e, em seguida, vamos comprar o restante das ações, 2% ou 3%, para chegarmos aos 51%", disse Villegas.Empresas Na Entel, a sócia privada é a Telecom Italia; na Corani, a americana Duke. A Guaracachi também tem capitais dos Estados Unidos, e a Valle Hermoso é administrada por investidores bolivianos através da empresa The Bolivian Generation Group.No setor das ferrovias, a empresa Andina tem participação de capitais chilenos. Já a Oriental tem ações em posse da Trenes Continentales, da americana Genesee Wyoming.Segundo Villegas, o Estado pagará pelas ações necessárias para obter a participação majoritária, mas o fará através de um plano de pagamentos "de maneira que não haja uma carga onerosa" para os cofres estatais, e então poderá designar diretores próprios nas companhias.O ministro acrescentou que esse plano para controlar as companhias "capitalizadas" exclui o Lloyd Aéreo Boliviano (LAB), que tem passivos de US$ 170 milhões e atravessa uma grave crise institucional.

Agencia Estado,

19 de junho de 2006 | 15h47

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