Bolívia não aceita rever preço de gás natural

Os governos do Brasil e da Bolívia não chegaram hoje a um entendimento para assegurar a queda do preço do gás natural extraído pela Petrobras em jazidas localizadas no território boliviano e exportado para o mercado brasileiro. O encontro entre os presidentes Gonzalo Sánchez de Lozada, da Bolívia, e Luiz Inácio Lula da Silva terminou com declarações contraditórias entre autoridades dos dois lados sobre o tema. Sánchez de Lozada retornou a seu país com o perdão de US$ 51 milhões da dívida pública com o Brasil e com o aval para um financiamento de US$ 600 milhões do BNDES para obras de infra-estrutura. Do ponto de vista brasileiro, a principal ambição se concentra na revisão de termos do contrato de compra de gás natural da Bolívia, fechado em 1996.Entre eles, o que impõe o pagamento de uma cota mínima de importação de gás, de 14 milhões de metros cúbidos ao dia neste ano, mesmo que o volume adquirido seja inferior. Em 2004, essa cota passará para 18 milhões de metros cúbicos. O Brasil, argumentam os técnicos do governo, mantém um nível baixo de compra do produto, de 11 milhões de metros cúbicos.

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