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Bolívia não voltará atrás apesar de ´congelamento´, diz vice

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, disse que o governo não voltará atrás na nacionalização dos hidrocarbonetos, apesar de ter ?congelado? a decisão de rebaixar as refinarias da Petrobras à condição de prestadoras de serviço. ?É um congelamento para favorecer o diálogo e as negociações com a Petrobras?, afirmou. ?Mas a nacionalização não se detém, porque essa foi uma decisão tomada como país, como governo?, ressaltou.García Linera disse que a questão agora é definir ?os tempos? da aplicação das medidas, que fazem parte do decreto de nacionalização de hidrocarbonetos, batizado de ?Heróis do Chaco? e assinado pelo presidente Evo Morales no dia primeiro de maio. Para o vice-presidente, ?ficou muito longe? a nova data de 9 de outubro - sugerida pelo governo brasileiro - para a reunião entre o ministro brasileiro das Minas e Energia, Silas Rondeau, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o governo da Bolívia. García Linera disse que preferia um encontro antes, mesmo que para isso ministros e técnicos bolivianos tenham que viajar ao Brasil. Ele recordou que vence no dia 31 de outubro o prazo para o fim das negociações com as empresas petroleiras com investimentos na Bolívia - todas incluídas no projeto de nacionalização de Morales. Até lá, acredita, as medidas da nacionalização já deverão ser realidade para a Bolívia.As declarações do vice-presidente e presidente em exercício (o presidente Evo Morales estava em Cuba) foram feitas na noite de quinta-feira, logo após reunião com cinco ministros, entre eles Andrés Soliz Rada, de Hidrocarbonetos.Em entrevista à imprensa boliviana, em La Paz, García Linera garantiu que o abastecimento (ao Brasil e à Argentina, compradores do gás boliviano) não será afetado. ?Está garantido o contrato que a Bolívia possui de venda de 30 milhões de metros cúbicos?, disse. ?As refinarias estão trabalhando a toda máquina.?Segundo ele, além de nacionalizar a industrialização, as refinarias, a distribuição e a comercialização, o governo pretende construir nova refinaria. Toda esta rede produtiva, observou, controlada pela estatal de petróleo da Bolívia, a YPFB.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 01h56

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