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Bolívia "necessita de sócios, e não de patrões", diz Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou nesta sexta-feira que a Bolívia "necessita de sócios, e não de patrões ou donos". Morales justificou sua decisão de nacionalizar os recursos naturais, porque - segundo sua opinião - a Bolívia "tem o direito à autodeterminação" e "cada povo pode decidir" sobre seu destino. "Esta é a nacionalização pela qual o povo boliviano lutou tanto", insistiu. O presidente boliviano mostrou, entretanto confiança em alcançar um acordo com a Petrobras e disse não compreender os motivos que levam a estatal "a querer se retirar" da nação andina. O presidente ressaltou ainda sua boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Quero agradecer ao governo do Brasil e à Petrobras porque nos últimos meses começaram a depositar recursos respeitando o decreto supremo de nacionalização", completou Morales. Morales fez as declarações em Havana, na 14ª Cúpula do Movimento de Países de Não-Alinhados (Noal), um dia depois de o Executivo boliviano ter dado um passo atrás em sua decisão de assumir o monopólio da comercialização dos hidrocarbonetos.O governante andino se reuniu nesta sexta na capital cubana com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, que afirmou que seu país buscaria alternativas à Bolívia para garantir a provisão energética caso não conseguisse acordos, embora tenha reiterado que sua prioridade é prosseguir com as negociações.Morales reiterou que seu governo está "em fase de resolver" a disputa e matizou que a decisão de suspender de forma temporária a ordem ministerial está encaminhada a "facilitar as negociações técnicas e jurídicas" com a companhia petrolífera. "Neste processo podem existir algumas diferenças"."A nacionalização boliviana não prevê desapropriação, pois qualquer investidor tem direito a recuperar seu investimento e a receitas", acrescentou o líder andino.Morales alertou que "em breve haverá problemas energéticos na região", um dos motivos que o levaram a convidar o Brasil e outros países para firmar acordos. Explicou que a Bolívia tem problemas econômicos porque nos últimos 20 anos "roubaram, por maus governos, esse recurso natural".Segundo Morales, foram assinados "contratos fechados, secretos, e o pior é que estes não foram aprovados nem ratificados pelo Congresso". "Temos muita confiança na Petrobras e no governo (do Brasil), como país vizinho, irmão e companheiro", ratificou, após reiterar que entre ele e Lula "há enormes semelhanças".Morales assinou em 1º de maio um decreto que determinava que o Estado passava a ter o "controle absoluto" dos hidrocarbonetos. A Bolívia possui reservas de 48,7 trilhões de pés cúbicos (1,38 trilhão de metros cúbicos) de gás.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 19h17

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