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Bolívia precisará de US$ 800 mi para atender novos contratos de gás

A Bolívia vai precisar de US$ 800 milhões nos próximos três anos para atender aos novos contratos de exportação de gás que pretende assinar. Em coletiva à imprensa, o presidente da estatal boliviana YPFB, Juan Carlos Ortiz, disse que esse volume de investimentos será necessário para cumprir o novo contrato em negociação com a Argentina, que prevê exportações de 27 milhões de metros cúbicos por dia, e outros acordos em avaliação pelo governo.No início da semana, o ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, afirmou que o país irá exigir US$ 1,5 bilhão em investimentos das empresas que operam no país. A definição dos investimentos deve constar dos novos contratos que serão assinados até o fim de outubro, dentro do marco regulatório estabelecido pelo decreto de nacionalização de 1º de maio. As declarações são uma reação a estudo da Câmara Boliviana dos Hidrocarbonetos (CBH), que pôs em dúvida a capacidade do país para atender às entregas prometidas. Segundo o estudo, a capacidade atual de produção na Bolívia é de 41 milhões de metros cúbicos por dia, que não alcança sequer os volumes comprometidos com os contratos atuais de exportação e com o mercado interno, de 45 milhões de metros cúbicos por dia.O presidente da YPFB, porém, disse que o cálculo "não é correto nem preciso" e assegurou que a estatal local "está em condições de cumprir todos os contratos" de exportação para seus clientes atuais. Ortiz explicou que nenhum dos clientes consome hoje o total contratado. O Brasil, disse o executivo, está consumindo uma média de 26 milhões de metros cúbicos por dia, 4 milhões a menos que a capacidade máxima do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Já a Argentina compra atualmente 5,5 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto o contrato prevê 7,7 milhões.Na quinta-feira, a Petrobras divulgou uma nota reforçando sua confiança na capacidade de entrega dos 30 milhões de metros cúbicos por dia contratados junto à Bolívia até 2019. Segundo a estatal, sua subsidiária boliviana está realizando os investimentos necessários para manter o nível de produção nos dois principais campos exportadores do país.Ortiz explicou que um novo contrato com a Argentina só começaria a valer três anos depois de assinado, tempo suficiente para maturação de investimentos em aumento da produção de gás. O volume final dos investimentos será definido pelos interessados pelo negócio, mas deve se aproximar dos US$ 800 milhões. O acordo com Buenos Aires prevê ainda a construção do Gasoduto do Nordeste Argentino, que vai ligar as reservas bolivianas ao mercado consumidor.

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