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Bolívia quer cobrar US$ 3 a mais do Brasil pelo gás

O ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Soliz Rada, afirmou que "o preço de referência para começar a negociação com o Brasil é US$ 7,5". Segundo ele, esse é o valor que "equipara com a cesta de óleos que os brasileiros em São Paulo comparam com o gás boliviano". Além disso, Soliz Rada afirmou que é preciso "somar à esse valor mais US$ 0,50 centavos como plus por ajuste ecológico". Ou seja, a Bolívia propõe iniciar a negociação com o Brasil com um preço de US$ 8 por milhão de BTU (unidade de medida do produto), US$ 3 a mais que o valor fechado com a Argentina (US$ 5).Indagado sobre essa diferença, o ministro explicou que "no caso da Argentina tem a diferença de distância e dos investimentos que Kirchner vai fazer na Bolívia com a construção de um polo petroquímico". Segundo ele, a Argentina pagará um preço menor que o Brasil porque o presidente Néstor Kirchner "está contribuindo com o crescimento do país". As declarações do ministro foram concedidas após a entrevista do presidente Evo Morales, em Hurlinghan, na Argentina, onde foi assinado o acordo sobre o preço do gás com o presidente Néstor Kirchner. Encontro Mesmo com as declarações de Rada, o presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou querer ter uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para negociar o preço do gás. "Quero dizer ao companheiro Lula e talvez um encontro seria importante para dar abertura ao dialogo. Temos que discutir sobre investimentos, sobre o preço do gás", disse. Segundo Morales, ele tem ouvido pelos meios de comunicação que a Petrobras está disposta a aceitar o aumento do gás, " e isso é uma abertura". Morales destacou respeitar " muitíssimo a sensibilidade" do presidente Lula, mas é importante também os trabalhos técnicos para se chegar a um acordo. Além do encontro, Morales quer negociar ajuda para projetos de desenvolvimento de seu país. "Outros temas devem ser discutidos para financiar os povos. A Argentina está contribuindo com o crescimento boliviano, nos vai enviar tratores para mecanizar a agricultura na Bolívia. Nossos irmãos têm a obrigação de ajudar", afirmou.

Agencia Estado,

29 de junho de 2006 | 17h12

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