Bolívia quer controlar venda de combustível a brasileiros

A venda de combustível a brasileiros poderá ser limitada pelo governo boliviano, segundo o jornal El Deber, de Santa Cruz de la Sierra. Reportagem da edição de segunda-feira revela que centenas de veículos, incluindo carretas, abastecem diariamente nas cidades fronteiriças da província de Germán Busch, cujo prefeito, Nicolas Vaca, afirmou que "ordenará uma investigação que permita regulamentar e controlar a venda".Fotografia publicada pelo jornal mostra dezenas de caminhões fazendo fila para abastecer num posto de gasolina entre Puerto Suarez e Quijarro. De acordo com o jornal, esses caminhões, abastecem entre 600 e 800 litros de óleo diesel cada um graças a seus tanques adicionais. Veículos oriundos de Corumbá - onde reside a maioria dos brasileiros que consomem combustível boliviano - chegam a comprar 150 litros de cada vez, também devido a tanques adicionais. O excesso, sugere o jornal, seria revendido em território brasileiro, já que o combustível boliviano custa em média a metade do brasileiro.Consultado pelo jornal, o presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Jorge Alvarado, se disse "surpreso" com a informação e disse que mandará que a denúncia seja investigada. Alvarado criticou a postura dos brasileiros, observando que "não é possível que a Bolívia, um país pobre, subvencione combustível ao Brasil, um país mais rico que nosso". O subsídio ao diesel consumiu no ano passado, segundo ele, o equivalente a US$ 12 milhões.

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