Bolívia quer parceria para participar de Gasoduto Sul

A Bolívia só participará do Gasoduto do Sul, projeto lançado por Brasil, Venezuela e Argentina, se for aceita como parceira nos países que importem seu combustível. A informação foi dada nesta sexta-feira pelo ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Andrés Solíz Rada. Segundo Solíz, a Bolívia tomou a determinação de industrializar o gás em seu próprio território antes de vendê-lo a outros países, para beneficiar sua população. Além disso, o ministro boliviano disse que o projeto só pode ser concretizado pelas empresas estatais dos países envolvidos. Reunião Na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com os líderes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner. Os três anunciaram o acordo para a construção do gasoduto de 10 mil quilômetros. Os três presidentes decidiram convidar os outros países sul-americanos para participar da iniciativa, dando prioridade à Bolívia. Solíz confirmou que seu país se "interessa por um gasoduto como o que foi proposto". Ele explicou que o presidente boliviano, Evo Morales, tem defendido que a população seja a maior beneficiada pelas riquezas naturais do país. "Quando o gás sair da Bolívia, nosso interesse será criar sociedades mistas" com as companhias estatais do país de destino, explicou. A proposta já tinha sido apresentada na semana passada ao ministro do Planejamento argentino, Julio De Vido, quando começaram as negociações para aumentar o volume e o preço do gás natural exportados para a Argentina. Condições claras O ministro acrescentou que as condições são claras e que Brasil, Argentina e Venezuela compreenderão a política boliviana. "É muito simples: sim ou não. Se não aceitarem, não haverá convênio. Se quiserem, será nas condições da Bolívia, porque é a Bolívia que tem o gás", especificou. As reservas de gás natural bolivianas chegam a 48,7 trilhões de pés cúbicos, as segundas maiores da América do Sul, atrás apenas da Venezuela.

Agencia Estado,

28 Abril 2006 | 14h50

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