Bolivianos querem barrar hidrelétricas no Rio Madeira

Povos indígenas e a organização não-governamental (ONG) Fórum Boliviano de Meio Ambiente (Fobomade) solicitaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que peça ao Brasil para interromper os planos de construção das duas usinas hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia.A Fobomade informou que a solicitação foi feita na última sexta-feira pelo secretário-executivo da Federação de Camponeses do Departamento (Estado) de Pando, Manuel Lima, pelo presidente da Central Indígena da Região Amazônica da Bolívia, Raby Ortyz, e pela advogada da ONG, Evelyn Mamani.O projeto brasileiro de erguer as duas usinas na região despertou, desde seu início, insatisfação em alguns setores da sociedade boliviana, inclusive no governo do presidente Evo Morales. A Fobomade informou que a demanda à CIDH foi acertada com representantes das tribos aborígenes Chacobo, Tacana, Caineño, Esse Ejja, Yaminahuas, Pacahuara, que vivem nos departamentos (Estados) amazônicos de Beni e Pando, que ficam perto do Madeira.O governo da Bolívia avaliou que as obras provocarão um ?sem-fim de impactos?, como ?perda de vegetação, erosão dos solos, deslizamentos de terras, inundações, extinção de espécies aquáticas e aumento de enfermidades tropicais?.EncontroO ministro brasileiro interino das Minas e Energia, Nelson Hubner, reúne-se hoje, em La Paz, com o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas. O objetivo do encontro é avaliar o avanço das negociações sobre os novos investimentos energéticos que a Petrobras pretende efetuar no país andino. As informações são de agências internacionais e do jornal O Estado de S. Paulo.

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