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Bolsa abre estável em dia que será marcado pela volatilidade

Movimento de realização de lucros é aguardado para esta sexta-feira após a expressiva alta no pregão anterior

Sueli Campo, da Agência Estado,

30 de outubro de 2009 | 11h44

Depois de ir de um extremo a outro nos últimos dois pregões, a Bolsa aponta para um dia mais tranquilo nesta sexta-feira, 30, mas ainda marcado pela volatilidade. Afinal, esse último pregão de outubro antecede um final de semana prolongado no Brasil, por conta do feriado de segunda-feira (Finados), reserva uma bateria de indicadores importantes nos EUA e balanços. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa de São Paulo, abriu o pregão estável, com leve alta de 0,08% (63.773 pontos), às 11h39.

 

No mercado de câmbio local, após ver o dólar registrar a maior queda diária em quase três meses, nesta sexta-feira a moeda norte-americana mantém o movimento de desvalorização e, às 11h46, é cotada a R$ 1,7280.

 

Em Wall Street, as bolsas abriram em queda. Às 11h30 (horário de Brasília), o índice Dow Jones cai 0,21%; Nasdaq recua 0,29%; e S&P-500 desvaloriza 0,29%. Na Europa, as bolsas operam sem direção única, registrando pequenas variações. No mesmo horário, a bolsa de Londres registra alta de 0,52%; Paris recua 0,55%; e Frankurt cai 0,81%. Já os mercados de ações asiáticos fecharam outubro com alta expressiva, contagiados pelos ganhos do dia anterior nos EUA e pelo otimismo dos investidores com o PIB norte-americano do terceiro trimestre acima do esperado. A Bolsa de Tóquio subiu 1,5%, a de Hong Kong +2,3% e o índice Xangai Composto +1,2%.

 

Segundo analistas, uma pequena realização de lucros nesta sexta-feira seria até natural depois da puxada nesta última quinta-feira. O Ibovespa fechou em alta de 5,91%, voltando a ficar positivo em outubro (+3,58%), aos 63.720 pontos. A avaliação dos especialistas é de que o Ibovespa deve testar a resistência dos 64 mil/65 mil pontos, assim como o Dow Jones deve continuar rondando os 10 mil pontos.

 

O que pode imprimir um ritmo mais firme aos negócios nesta sexta-feira é dado do sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan e o índice ISM de atividade dos gerentes de compras de Chicago, ambos de outubro, que saem às 11h45. Os investidores devem olhar ainda o balanço trimestral da Chevron, a segunda maior companhia de petróleo dos EUA.

 

O sinal negativo das commodities, onde persistem as dúvidas quanto a sustentabilidade da recuperação da economia norte-americana, funciona como um inibidor para os papéis de empresas ligadas ao setor, como Vale e Petrobrás, que ontem dispararam, reavendo as perdas da véspera. Hoje, os metais básicos em Londres devolvem os ganhos registrados ontem diante da incerteza quanto ao apetite dos investidores por ativos considerados mais arriscados. O petróleo opera em baixa, cotado na casa dos US$ 79 o barril, com os investidores relutantes em iniciar um novo rali na commodity.

 

Ao mesmo tempo em que acompanham o mercado externo, os investidores não desviam as atenções do fluxo financeiro. Mesmo com a arrancada de ontem, o Ibovespa ainda não se recuperou totalmente da perda desde que o IOF começou a vigorar, no dia 20. Na primeira semana do IOF, até o dia 27, a Bovespa caiu 6,06% e teve uma retirada de R$ 2,934 bilhões de capital estrangeiro. No dia 19, antes da taxação, o Ibovespa havia cravado a máxima do ano, 67.239 pontos, e no dia seguinte, desceu para 65.485 pontos.

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