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Bolsa sobe pela 9ª sessão e atinge maior nível em 14 meses

Ibovespa fecha acima dos 56 mil pontos e renova a máxima com avanço da Petrobrás; dólar cai para R$ 3,2499

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2016 | 13h34
Atualizado 18 Julho 2016 | 18h24

A Bovespa teve nesta segunda-feira sua nona alta consecutiva, comandada principalmente pelos investidores estrangeiros, em meio ao cenário internacional mais ameno e um aumento do sentimento positivo com o Brasil. O Índice Bovespa avançou 1,63%, aos 56.484,21 pontos - maior nível desde 15 de maio de 2015. No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,53%, a R$ 3,2499.

Nos 12 pregões de julho, o Ibovespa subiu em 11. Com isso, acumula alta de 9,62% no mês e de 30,30% no ano. 

As ações da Petrobrás tiveram importante papel no desempenho da Bolsa. Os papéis subiram 3,33% (ON) e 4,81% (PN), mesmo com quedas significativas nos preços do petróleo no mercado internacional. O noticiário positivo recente para a estatal foi um dos motivos para a alta, assim como o exercício de opções na Bolsa, que impulsionou os papéis.

A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, em substituição ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é um dos pontos mais citados para justificar o bom humor do investidor do Brasil, que aposta em avanço do governo nas medidas fiscais a serem enviadas ao Congresso. Relatórios de bancos estrangeiros aumentando a recomendação de Brasil e expectativa de corte de juros no País no médio prazo também compõem essa perspectiva mais benigna.

Construção e energia. As altas foram generalizadas no mercado, mas os analistas chamaram a atenção para um dos setores mais sensíveis à expectativa de retomada da economia, mas que andava "largado" na Bovespa recentemente: o de construção. Na lista de maiores altas do Ibovespa esteve Cyrela ON (+3,56%). Fora do índice, ações como PDG Realty ON (12,50%) e Rossi Residencial ON (+8,95%) foram os grandes destaques. É um setor que não vem de resultados bons, mas que refletem a expectativa de queda de juros, por exemplo, disse Castro Alves.

O setor elétrico também esteve entre as maiores altas, refletindo a expectativa de privatizações, fusões e aquisições no setor. Cemig PN subiu 5,31% e foi a quarta maior alta do Ibovespa. Copel MPNB avançou 2,59%. Já Cesp PNB, que havia subido mais de 18% na sexta-feira, com o aceno de privatização do governo de São Paulo, hoje passou por realização de lucros e caiu 2,65%, liderando as perdas do índice.

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