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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Bolsa acompanha mercado em NY; dólar fecha em alta de 0,69%

Os dados divulgados hoje de manhã nos EUA reforçaram as incertezas sobre a tendências para os juros americanos e impuseram um desempenho negativo nos mercados. O fato é que os números norte-americanos divulgados hoje mostraram alta da inflação acima do esperado e economia aquecida. Neste cenário, o banco central dos Estados Unidos (Fed) poderá decidir por uma elevação do juro na próxima reunião marcada para terça-feira, dia 8. Hoje, o juro nos Estados Unidos está em 5,25% e a expectativa é de que poderá subir para 5,5% ao ano.Juro mais alto nos Estados Unidos significa saída de recursos de países emergentes. Os investidores passam a reavaliar o risco destes ativos, frente a um juro mais alto nos EUA. Além disso, a economia de todos os países é prejudicada, já que o custo da dívida sobe e o consumo dos norte-americanos cai.O resultado disso já pode ser sentido no desempenho das bolsas. Hoje, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,53%. A Nasdaq - Bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - recuou 1,41%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a terça-feira em queda de 0,64%.Todo este cenário de expectativa em relação ao comportamento do juro norte-americano não permitiu que o anúncio da agência de classificação de risco Moody´s Investors Service, que colocou os ratings (classificação) do Brasil em revisão para possível elevação, tivessem impacto sobre o mercado financeiro. Segundo a Moody´s, a revisão vai avaliar a capacidade do Brasil de manter as condições que até agora têm levado a uma queda significativa dos indicadores de vulnerabilidade externa e têm dado suporte a taxas de endividamento do setor público relativamente estáveis.Apesar da boa notícia, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,1910, em alta de 0,69% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros futuros, os contratos com taxas pós-fixadas (DI) com vencimento em janeiro de 2008, um dos mais negociados, encerraram o dia com taxa mais alta, de 14,64% ante 14,58%ao ano ontem.PetróleoOs contratos futuros de petróleo voltaram a fechar em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na International Commodities Exchange (ICE, de Londres). O mercado reagiu à escalada do conflito entre Israel e o Líbano, ao informe de que a tempestade tropical Chris pode ganhar força e tornar-se um furacão e à notícia de que várias refinarias da Valero Energy nos EUA suspenderam a produção por causa de atividades não-programadas de manutenção e reparos.Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 74,91 por barril, em alta de US$ 0,51. A mínima foi em US$ 74,02 e a máxima em US$75,45. Em Londres, os contratos do petróleo com vencimento em setembro fecharam a US$ 75,89 por barri, em alta de US$ 0,74, com mínima em US$ 74,65 e máxima em US$ 76,58.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2006 | 17h35

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