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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Bolsa: analistas apontam melhores opções

Dado que o mercado de ações se encontra de uma forma geral depreciado, vários analistas consideram a Bolsa uma opção de investimento com bom potencial de ganho. O gestor de fundos de investimento do West LB Banco Europeu, Aristídes Jannini, recomenda sobretudo papéis do setor de infra-estrutura, especificamente de empresas elétricas e de saneamento. "Mesmo que a atividade econômica não se recupere com a entrada do novo governo, esses papéis podem apresentar alguma recuperação, já que as empresas prestam serviços essenciais. Ou seja, elas devem manter o faturamento, mesmo em um cenário de desaquecimento econômico", diz Jannini.O diretor da BNL Asset Management, Claudio Lellis, destaca que, justamente pela indefinição no cenário político, é muito difícil para um investidor que não conta com assessoria especializada, montar uma carteira de ações. "O desempenho das empresas e dos setores vai depender da política econômica do próximo governo. Para quem quer aproveitar o momento e alocar recursos em Bolsa, uma boa opção agora é investir em um fundo de ações. Nesse caso, é o gestor do fundo quem escolhe os papéis e decide quais as alterações a fazer, de acordo com as definições que forem surgindo no cenário político", explica.Fundos de ações para quem quer análise especializadaA diretora de renda variável da Citigroup Asset Management, Noriko Yokota, destaca que o investidor deve optar por ações de empresas bem administradas, as quais devem ser acompanhadas com freqüência. Segundo ela, esse não é um procedimento fácil para quem não conta com assessoria profissional, já que exige tempo e análises detalhadas das condições financeiras das companhias. "Nesse caso, a opção é investir em um fundo de ações ou pagar por essa assessoria profissional", destaca.Júlio Ziegelmann, da BankBoston Asset Management, avalia que a administração de uma carteira de ações exige disponibilidade de tempo e acesso a informações específicas de cada empresa. "Em um fundo de ações, esse trabalho fica a cargo do gestor. É ele quem vai analisar quando é a hora certa de sair de uma posição, seja porque o papel já alcançou toda a rentabilidade estimada ou porque as perspectivas de ganho com o papel foram alteradas em função do cenário no mercado ou por motivos específicos da empresa" explica.Vale lembrar que, em um fundo de ações, o investidor paga uma taxa de administração, que é cobrada mensalmente e incide sobre o patrimônio do investidor. Veja nos links abaixo mais informações sobre o comportamento da Bolsa nas últimas semanas, as perspectivas para o investimento e os papéis mais recomendados.

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