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Bolsa apaga realização de lucros e retoma 67 mil pontos

Ibovespa terminou em alta de 0,76%; queda foi influenciada pelo sinal negativo das bolsas norte-americanas

Claudia Violante, da Agência Estado,

24 de novembro de 2009 | 18h39

A Bovespa teve uma sessão bastante volátil, predominantemente em queda, influenciada pelo sinal negativo das Bolsas norte-americanas, nesta terça-feira, 12. No final da tarde , no entanto, os investidores esboçaram reação e reconduziram o índice para o terreno positivo, sem coragem de levar uma realização de lucros mais forte adiante.

 

O Ibovespa terminou em alta de 0,76%, de volta aos 67 mil pontos, aos 67.317,00 pontos, na máxima do dia. Na mínima, registrou 65.969 pontos (-1,26%). No mês, sobe 9,38% e, no ano, 79,27%. O giro financeiro somou R$ 5,445 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Segundo os profissionais consultados, o mercado externo deu justificativas ao longo do dia para a Bolsa doméstica embolsar os gordos lucros acumulados em 2009, ainda mais que os últimos indicadores norte-americanos não têm sido exatamente um sinalizador de que aquele país já reencontrou a rota sustentável de crescimento. Apesar disso, os investidores estão resistentes em se afastar do mercado doméstico. A realização, assim, é passageira e nada mais é do que uma realocação de papéis.

 

Parte da volatilidade da sessão de hoje decorre da agenda norte-americana, concentrada até amanhã, em razão do feriado de Thanksgiving na quinta-feira. Os dados de hoje foram bastante relevantes, com destaque para segunda prévia do PIB do terceiro trimestre, a confiança do consumidor da Conference Board e a ata da última reunião do Fomc. A cautela veio do PIB, que ficou ligeiramente às previsões dos analistas, mas pior do que o número da primeira estimativa divulgada.

 

A economia norte-americana avançou 2,8% no terceiro trimestre, ante 2,7% previsto. Mas ficou abaixo dos +3,5% da primeira medição. No segundo trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,7%. O número final do PIB de julho a setembro será divulgado em 22 de dezembro. Já o gasto dos consumidores aumentou 2,9% no terceiro trimestre, abaixo dos +3,4% da primeira prévia.

 

O índice de confiança dos consumidores subiu para 49,5 em novembro, ante uma leitura de 48,7 em outubro - dado revisado de 47,7 divulgado originalmente - e uma expectativa de leitura de 47,0. Por outro lado, o índice de atividade industrial do Federal Reserve Bank de Richmond caiu para 1 em novembro, de 7 em outubro, mas permaneceu em território positivo pelo sétimo mês consecutivo. Leituras acima de zero indicam expansão, enquanto números inferiores denotam contração. Por fim, o preço dos imóveis norte-americanos subiu pelo quinto mês seguido em setembro, na comparação mensal, segundo os índices de preços de imóveis S&P Case-Shiller, embora continuem caindo na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

O dado do PIB acabou sendo o fio condutor das Bolsas norte-americanas, que caíram a sessão toda, mas reduziram as perdas após às 17 horas. A ata da última reunião do Fomc não trouxe novidades, mas ajudou as bolsas a se animarem. Às 18h20, o Dow Jones caía 0,17%, o S&P, 0,09%, e o Nasdaq, 0,39%.

 

O Fed elevou sua previsão para o crescimento econômico nos EUA para este ano e o próximo, mas espera que a inflação fique levemente abaixo do que esperava anteriormente, por causa da lenta recuperação, informou a ata. As autoridades, no entanto, ainda não chegaram a um consenso sobre se este é o momento para vender ativos como Treasuries e títulos lastreados a hipotecas adquiridos nos últimos meses.

 

Na Bovespa, Vale e Petrobrás não contaram com o estímulo das commodities, que recuaram, mas as ações mostraram resistência. Petrobrás ON subiu 0,64% e PN, 0,77%, Vale ON avançou 0,57% e PNA, 0,54%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro perdeu 1,99%, para US$ 76,02.

 

CSN ON caiu 0,80%. Hoje, o conselho de administração da siderúrgica aprovou a compra de participação minoritária no capital social da australiana Riversdale Mining Limited.

 

Em tempo: o Banco Central informou hoje que o ingresso de investimento estrangeiro para a compra de ações em outubro foi o maior da série histórica iniciada em janeiro de 1947. No mês passado, o ingresso líquido de US$ 14,449 bilhões no mês passado foi recorde e quase 100% maior que a marca histórica anterior, de dezembro de 2007, mês em que ingressaram US$ 7,513 bilhões.

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