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Bolsa aprofunda perdas com pessimismo externo e petróleo

Inflação nos EUA fica acima do esperado e juro americano deve continuar alto, o que prejudica Bolsa

Sueli Campo, da Agência Estado,

19 de agosto de 2008 | 10h46

O noticiário da manhã prenuncia outro dia de perdas acentuadas para o mercado acionário global, afastando a possibilidade de uma recuperação de preços. O Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - caía 0,75%, às 10h42. Antes da abertura do pregão regular, o índice futuro chegou a cair 1,6% após a divulgação nos EUA do índice de preços ao produtor (PPI) de julho muito pior do que o previsto. O PPI subiu 1,2% em julho ante junho, bem acima da alta de 0,5% esperada pelos economistas consultados pela Dow Jones. Além disso, os números mostraram que a inflação no atacado nos Estados Unidos é a maior desde 1981. Veja também:Inflação no atacado nos EUA tem maior alta desde 1981Economista prevê quebra de 'grande banco americano'Pessimismo domina mercados   As bolsas em Nova York e na Europa também aprofundaram as perdas após os dados ruins de inflação. O S&P 500 recuava 0,97% e o Nasdaq futuro declinava 0,87%, dando sequência às perdas da véspera, quando o índice Dow Jones fechou em baixa de 1,55%. Essa onda de pessimismo reflete ainda as preocupações com o setor financeiro, reforçadas hoje pelo alerta do ex-economista-chefe do FMI Kenneth Rogoff de que a crise financeira global deve piorar e um grande banco dos EUA provavelmente quebrará nos próximos meses, segundo nota da BBC em seu site.  "Se quebrar algum banco grande nos Estados Unidos o contágio dessa crise será ainda maior, pois vai gerar uma crise de credibilidade nas instituições financeiras especialmente as norte-americanas", diz um operador.  O radar hoje também está voltado para o Lehman Brothers, que estaria negociando com vários grupos e outros interessados estratégicos a venda de totalidade ou de parte de seu braço de gerenciamento de ativos, a Neuberger Berman. O mercado também continua acompanhando o comportamento das ações das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac em meio ao receio de que o governo dos EUA poderá ter que resgatar as duas instituições.  Na Europa, as bolsas caem por volta de 2%, contaminadas pelos temores sobre o setor financeiro. Na Alemanha, o índice de preços ao produtor atingiu 8,98% em julho, a maior variação anual em quase 27 anos. O contraponto veio do levantamento ZEW, que apontou que o sentimento entre os analistas financeiros e investidores institucionais melhorou de -63,9 em julho para -55,5 pontos em agosto. As notícias vindas da Ásia são igualmente preocupantes. Após manter inalterada em 0,50% ao ano a taxa básica de juro, o Banco do Japão reduziu suas estimativas para a economia do país, dizendo que o crescimento econômico tem sido "lento". O índice Nikkei caiu 2,3%.  "O dia está feio. O que poderia alavancar a Bovespa, como os balanços favoráveis das empresas, o grau de investimento, as descobertas no pré-sal, já foi tudo embora", disse uma fonte, referindo-se às seguidas quedas registradas este mês. Com o desvalorização de ontem, de 1,69%, que fez o Ibovespa retroceder ao menor nível de um ano atrás, o Ibovespa acumula em agosto perda de 10,38% e de 16,53% no ano. "O pior é que a Bolsa vem caindo de forma crônica, todo dia um pouco", diz o analista da Alpes Corretora, Fausto Gouveia.  E, para completar, o petróleo segue em baixa, negociado na faixa de US$ 112 o barril em Nova York.

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