Bolsa bate mais um recorde após decisão do Copom

O feriado nos Estados Unidos e o ajuste técnico à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,50 ponto percentual - de 19% para 18,5% ao ano - não impedem o mercado financeiro no Brasil de ter mais um dia positivo nesta quinta-feira. No início da tarde, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou a máxima histórica intraday (durante os negócios) ao registrar alta de 0,49%, atingindo a marca de 32.100 pontos, um dia depois de ter conquistado novo recorde de fechamento (31.942 pontos). Sem a participação dos investidores estrangeiros, o volume financeiro encolheu, mas não é todo ruim em se tratando de um dia atípico. Às 14h, o giro somava R$ 387 milhões, indicando para o final do pregão R$ 923 milhões. As perspectivas para o mercado brasileiro de ações são muito boas para este final de ano. Operadores acreditam que o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bovespa - tem condições de encerrar 2005 entre 34 mil e 35 mil pontos. O ambiente econômico positivo e a expectativa de um juro menor dão força para a boa perspectiva para a Bolsa. O comportamento do dólar na manhã de hoje foi determinado exclusivamente por fatores domésticos, já que o feriado de Ação de Graças dos EUA manteve todos os mercado norte-americanos fechados. Na mínima, a moeda norte-americana foi negociada a R$ 2,2300, com queda de 0,49%. Essa cotação foi registrada na abertura. Na máxima, o dólar chegou a R$ 2,2430. Isso representava alta de 0,09%.

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