Bolsa cai 0,06% em meio a expectativa de novos estímulos

Cenário:

ALESSANDRA TARABORELLI , O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h08

O mercado financeiro doméstico continuou ontem comandado, principalmente, pelo cenário internacional. No início do dia, o ambiente de negócios foi positivo, regido por expectativas com relação a novas ações de suporte à economia global. Os destaques foram o retorno das notícias sobre a possibilidade de nova injeção de liquidez no sistema por parte do banco central norte-americano, o Federal Reserve, e a sinalização de que o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês) deveria receber uma licença bancária. Na prática, isso ampliaria a capacidade de o organismo atuar no sentido de prover liquidez aos países em dificuldade.

Porém, a melhora dos mercados foi atropelada pela realidade dos números da economia dos Estados Unidos, mostrando queda nas vendas de novas moradias em junho e aumento dos estoques de petróleo. Nas bolsas norte-americanas, o pessimismo só não prevaleceu ao final do dia em razão de boas notícias corporativas e o Dow Jones acabou fechando em alta de 0,47%.

Isso, juntamente com o desempenho positivo dos papéis da Petrobras e da redução das perdas dos papéis da Vale no final do pregão regular da Bovespa, diminuiu o recuo da Bolsa, mas não conseguiu evitar que o pregão chegasse ao fim com o Ibovespa registrando queda de 0,06%, aos 52.607,54 pontos. Os papéis ON da petroleira subiram 1,30% e as ações PN tiveram alta de 1,12%.

No after market, no entanto, as ações da Vale voltaram a intensificar as perdas, afetados pela divulgação do balanço da companhia referente ao segundo trimestre. O lucro caiu 58,7% no período, em comparação ao segundo trimestre de 2011.

No mercado de câmbio a perspectiva de estímulos econômicos nos EUA e na Europa sustentou a queda do dólar durante todo o dia, embora o fluxo negativo tenha pressionado pontualmente as cotações. O dólar encerrou o dia a R$ 2,036 no mercado à vista de balcão, com recuo de 0,59%, depois de três dias consecutivos em alta.

Por sua vez, os contratos de juros futuros continuam afetados pela avaliação de que todo esse imbróglio da economia internacional mantém um viés desinflacionário no Brasil, o que abriu espaço para um ajuste de queda nas taxas. O contrato de juro futuro para janeiro de 2013 fechou em 7,36%, de 7,38% no ajuste. O vencimento para janeiro de 2014 ficou em 7,70%, ante 7,73% na véspera. Entre os prazos mais longos, o juro para janeiro de 2017 encerrou o dia a 8,94%, ante 8,97%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.