Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Bolsa cai 1,91% e termina maio com baixa de 0,75%

Desempenho esteve atrelado à forte baixa das ações da Vale, em dia de novo recuo nos preços do minério de ferro, mas as perdas foram generalizadas

Claudia Violante e Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

30 de maio de 2014 | 18h12

SÃO PAULO - A Bovespa teve mais uma sessão de baixa, mas o movimento foi forte o suficiente para anular os ganhos do mês, levando o Ibovespa a perder 0,75% em maio, após dois meses consecutivos de ganhos. Tal comportamento no pregão desta sexta-feira, 30, esteve atrelado à forte baixa das ações da Vale, em dia de novo recuo nos preços do minério de ferro. Mas as perdas foram generalizadas e Petrobrás também esteve entre os destaques de baixa.

O Ibovespa terminou a sessão com recuo de 1,91%, na mínima de 51.239,34 pontos - menor nível desde 30 de abril. Na máxima, foi aos 52.233 pontos (-0,01%). Pela segunda semana consecutiva, acumulou perda de 2,63%. Com o resultado de hoje, fechou maio em queda de 0,75% e passou a acumular baixa de 0,52% em 2014. O giro financeiro foi expressivo e totalizou R$ 8,839 bilhões.

O comportamento fraco da Vale e siderúrgicas por causa do preço baixo do minério de ferro no exterior pressionou a bolsa já na abertura. Assim, o índice, que há dias vinha flertando com o rompimento do suporte de 52 mil pontos, o furou logo no começo dos negócios. Ao voltar para os 51 mil pontos, o índice gerou ordens de stop loss que culminaram numa perda bem mais firme do que o das bolsas norte-americanas. O próximo suporte está em torno de 50,5 mil pontos.

Vale destacar que hoje o Banco Central divulgou o PIB do primeiro trimestre, que subiu 0,2% na margem e 1,9% em relação aos primeiros três meses do ano anterior. Apesar de o resultado ter ficado dentro das estimativas dos analistas, ele confirmou a percepção de que a economia brasileira está fraca e isso também deu justificativa para as vendas no Ibovespa.

Hoje, o destaque de baixa foi Vale, com perda de 3,20% na ON e 3,75% na PNA. As ações repetiram o comportamento das mineradoras ao redor do mundo depois que o preço do minério de ferro renovou a mínima em 20 meses. A cotação do produto no mercado à vista da China foi a US$ 91,8 a tonelada, com recuo de 4,1% ontem. Com tal desempenho, a queda em 2014 chega a 32%.

As siderúrgicas também recuaram: Gerdau PN, -2,84%, Metalúrgica Gerdau PN,-3,09%, Usiminas PNA, -2,35%, e CSN ON, -2,50%.

A queda doméstica, no entanto, foi generalizada, com poucas ações no azul. Petrobrás ON recuou 3,02% e PN, 3,53%. Bradesco PN, -3,01%, Itaú Unibanco PN, -2,51%, BB ON, -1,85%, e Santander unit, -0,26%.

Nos EUA, em meio a indicadores mistos, as bolsas terminaram sem direção única. O Dow Jones encerrou o pregão em alta de 0,11%, aos 16.717,17 pontos, e S&P 500 subiu 0,18%, aos 1.923,56 pontos - ambos em novos patamares recordes. E o Nasdaq caiu 0,13%, aos 4.242,62 pontos.

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