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Bolsa cai 1% e dólar vai a R$ 4,19 em semana marcada por aumento de tensão na América Latina

Profissionais de câmbio afirmam que investidores preferiram se proteger comprando dólares, pois o mercado ficará fechado nos próximos dias

Altamiro Silva Junior, Simone Cavalcanti e Luis Eduardo Leal, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2019 | 18h53

O dólar teve novo dia de alta e seguiu no maior patamar desde 13 de setembro de 2018, quando chegou a R$ 4,1999. Em dia marcado por prudência dos investidores por conta do feriado prolongado de Proclamação da República, mas com mercados no exterior funcionando normalmente até esta sexta, 15, a moeda americana subiu mais 0,18% e terminou o dia em R$ 4,1932. A quinta-feira marcou a terceira alta seguida do dólar e, nos dez primeiros pregões de novembro, a moeda caiu em apenas dois. Na semana, a moeda americana acumulou valorização de 0,64% e no mês já avança 4,6%.

Profissionais de câmbio ressaltam que investidores preferiram se proteger hoje comprando dólares, pois o mercado ficará fechado nos próximos dias, com possibilidades de novidades nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, protestos no Chile e Hong Kong. "O mercado vai ficar três dias fechado com o temor de eventos Chile, Bolívia, China", ressaltou o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagen.

Bolsa

O Ibovespa fechou com ganho de 0,47%, aos 106.556,88 pontos, e um volume financeiro de R$ 17,9 bilhões. Durante o dia, o principal índice do mercado acionário brasileiro conseguiu se manter na região de suporte técnico, dos 106,3 mil pontos, mas em uma sessão marcada por cautela, não foi possível anular as perdas acumuladas em 1% na semana que se encerra nesta quinta, 14, em razão do feriado. 

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