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Bolsa cai e dólar sobe com dados do PIB de 2014

Mesmo com resultado acima da mediana das expectativas de analistas, índice de ações recuou e moeda americana registrou alta

O Estado de S. Paulo

27 de março de 2015 | 10h53

(Atualização às 13h)

A ligeira expansão de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2014 veio melhor que a mediana das expectativas de analistas do mercado, mas não impediu o recuo do Ibovespa. O principal índice de ações da Bolsa abriu em queda e às 13h operava aos 50.084 pontos (-0,98%).

Na mesma faixa horária, o dólar comercial registrava alta de 1,69%, cotado a R$ 3,242. 

Segundo o IBGE, o PIB cresceu 0,3% no quatro trimestre de 2014 ante o terceiro e encolheu 0,2% ante igual trimestre de 2013. O primeiro resultado superou a mediana das estimativas e ficou dentro do intervalo de previsões (queda de 0,40% a alta de 0,40%, com mediana negativa de 0,10%). O segundo ficou perto do teto das previsões (retração entre 0,10% e 1,50%, com mediana de -0,80%). O PIB de 2014, por sua vez, subiu 0,1% ante o de 2013. Neste caso, o resultado também superou a mediana. As previsões iam de retração de 0,20% a expansão de 0,20, com mediana zero, conforme levantamento AE Projeções, da Agência Estado.

No cenário externo, a saída de investidores estrangeiros da Bovespa, na expectativa do aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, influenciou as perdas do Ibovespa na quinta-feira, 26. Entretanto, dados da economia americana - que manteve a leitura anterior de seu PIB, abaixo da expectativa dos analistas - diminuiu o ritmo de saída da Bolsa. Incertezas quanto à Petrobrás deixam o mercado de mau humor enquanto a companhia corre contra o tempo para divulgar seu balanço auditado.  

Petrobrás e política. No campo corporativo, a estatal divulgou a indicação de Murilo Ferreira, atual presidente da Vale, para a presidência do Conselho de Administração da estatal. As eleições ocorrerão na próxima Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, a ser realizada no dia 29 de abril. Para a composição do conselho de administração foram indicados Aldemir Bendine (atual presidente executivo da companhia), Francisco Roberto de Albuquerque, Ivan de Souza Monteiro, Luciano Galvão Coutinho, Luiz Navarro e Sergio Franklin Quintella.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assumiu provisoriamente o comando do Conselho de Administração da Petrobras, em substituição ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, em decisão anunciada em reunião na qual se discutiu a metodologia de perdas contábeis da estatal ocasionadas pelo esquema de corrupção deflagrado na operação Lava Jato. Segundo fontes, no entanto, a diretoria apenas mostrou a "evolução" dos cálculos, sem apresentar uma versão final da metodologia desenvolvida para registrar as perdas nos ativos com contratos suspeitos.

Em depoimento à CPI que apura o esquema de corrupção na estatal, a ex-presidente Graça Foster afirmou a parlamentares que o maior inimigo da companhia é o câmbio. Cotado acima de R$ 3, o dólar inviabiliza os investimentos da petroleira.

Em Brasília, o cenário político tende a ficar mais calmo hoje, com uma agenda fraca no Congresso. O destaque é a participação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na reunião do Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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