Bolsa cai mais de 5%; europeias fecham em baixa

Sentimento de que a recessão vai afetar os ganhos das empresas desanima os investidores globais

da Redação

12 de janeiro de 2009 | 17h53

A Bolsa de Valores de São Paulo  começa a semana em forte baixa. Às 17h35 está no patamar mínimo do dia, aos 39.367 pontos, em baixa de 5,33%. Os investidores assumem posição defensiva diante da pesada agenda de indicadores no exterior e do início da temporada de balanços do quarto trimestre nos EUA. Hoje, após o fechamento, a fabricante de alumínio Alcoa divulga resultado e, na quinta-feira, saem os números da Intel. Esses primeiros balanços deverão dar uma medida do tamanho do impacto da crise econômica nas Empresas.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   O sentimento de que a recessão vai afetar os ganhos das empresas desanima os investidores globais, especialmente depois que o corte monumental de vagas (524 mil) nos EUA em dezembro, anunciado na sexta-feira, afastou as esperanças de uma recuperação rápida da economia. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones opera em baixa de 1,47% e a Nasdaq cai 2,29%. Na Europa, as principais bolsas europeias fecharam com queda pela quarta sessão consecutiva, pressionadas pelas petroleiras, cujas ações reagiram a um novo tombo nos preços da energia. O barril do petróleo chegou a ser negociado por menos de US$ 37 na bolsa eletrônica de Nova York (Nymex), uma queda de quase 8%. Na Bolsa de Madri, as ações da Repsol caíram 3,22%, enquanto em Londres as da British Petroleum cederam 1,93%, estendendo as perdas de sexta-feira. Em Milão, os papéis da ENI recuaram 2,34%. Em Paris, os da Total perderam 1,23%. Em Londres, índice FTSE-100 fechou com queda de 22,35 pontos (0,50%), a 4.426,19 pontos. Entre as mineradoras, Anglo American perdeu 2,62%; BHP Billiton cedeu 3,27% e Xstrata teve baixa de 1,09%. No setor financeiro, os papéis do Lloyds TSB e do HBOS subiram 7,00% e 5,40%, respectivamente, após anúncio de que o Tesouro britânico irá assumir uma participação de 43,4% no grupo bancário formado pela fusão de ambos.  Na Bolsa de Paris, o CAC-40 perdeu 53,38 pontos (1,62%), a 3.246,12 pontos. As ações da Peugeot-Citröen subiram 5,4% depois que o Credit Suisse aumentou o rating da companhia para outperform (acima do mercado), de underperform (abaixo do mercado). O Goldman Sachs também elevou o rating da empresa para neutro, de venda. Em Frankfurt, o índice DAX teve queda de 64,27 pontos (1,34%), a 4.719,62 pontos. As ações da energética RWE caíram 2,74% depois que a companhia anunciou a compra da holandesa Essent por € 9,3 bilhões. Volkswagen recuou 8,40% com realizações de lucro. Em Madri, o índice IBEX-35 cedeu 178,60 pontos (1,90%), a 9.199,90 pontos. Iberdrola recuou 1,44% e GasNatural perdeu 2,11%. Em Lisboa, o índice PSI-20 teve baixa de 62,53 pontos (0,95%), a 6.529,68 pontos. Galp Energia, que estuda a venda de 132 estações de serviços em Portugal, foi a maior queda do índice: -3,53%. Em Milão, o índice S&P/MIB teve queda de 182 pontos (0,91%), a 19.911 pontos. Entre outros desempenhos dignos de nota nas bolsas europeias hoje estiveram a farmacêutica Roche, cujas ações caíram 3,4% após a notícia publicada pelo Financial Times de que a companhia prepara uma nova oferta pelo controle da Genentech. No setor bancário, as ações do suíço UBS caíram 6.2%. Notícia do jornal SonntagsZeitung no domingo diz que a instituição deve registrar perdas de US$ 7,2 bilhões no quarto trimestre de 2008. As informações são da Dow Jones.

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