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Bolsa cai para 117 mil pontos e dólar fecha em maior nível desde dezembro, a R$ 4,2050

Temor de coronavírus afetou o humor do cenário externo, que, por sua vez, teve influência na Bolsa; queda de ações das brasileiras Vale e Petrobrás também puxaram o Ibovespa para baixo

Luís Eduardo Leal, Fernanda Guimarães, Mariana Durão, Iander Porcella e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2020 | 18h57

Após ter renovado máxima histórica na segunda, ao fechar aos 118.861,63 pontos, o Ibovespa foi afetado pelo pessimismo externo nesta terça-feira, 21. O principal índice da B3 fechou em baixa de 1,54%, a 117.026,04 pontos, na mínima do dia, tendo na máxima ficado a 118.860,85 pontos, pela manhã. O giro financeiro totalizou R$ 22,2 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula agora perda de 1,23% e, no mês, avança 1,19%. 

O dia foi marcado por perdas nas ações de grandes empresas como a Vale (-2,32%) e a Petrobrás (-3,00% na ON), além de nova queda no setor bancário, ainda sob pressão neste início de ano. 

A doença contagiosa causada por um novo tipo de coronavírus, identificado inicialmente na região central da China foi a vilã do dia. As bolsas de Nova York foram às mínimas da sessão após o Centro para Controle e Prevenção de Doenças nos EUA ter confirmado que um cidadão americano, de volta da China, foi diagnosticado com o vírus em Seattle, segundo a agência AP.

O temor se espalhou desde cedo, dos mercados da Ásia para os da Europa e dos EUA, de forma geral em terreno negativo ao longo do dia, com perdas mais fortes no Oriente, onde a Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 2,81%. A onda de aversão a risco ganhou força na medida em que a eclosão da doença, na cidade de Wuhan, ocorre às vésperas do início do feriado pela passagem do Ano Novo Lunar, quando a folga prolongada leva milhões de chineses a se deslocarem pelo país, alavancando a chance de disseminação do vírus. 

Com o dólar a R$ 4,20 nesta terça, empresas com exposição à moeda, como Gol (-2,96%) e CVC (-4,07%), tiveram uma das maiores perdas. Destaque também para queda de 3,34% em Bradesco PN e de 3,48% na ação ordinária do banco. 

No cenário doméstico, as ações da Vale foram pressionadas pela denúncia à Justiça de 11 executivos da mineradora, entre os quais o ex-presidente Fabio Schvartsman, por homicídios dolosos duplamente qualificados e por crimes ambientais, em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho, que completa um ano neste sábado, dia 25.

Dólar

O dólar teve novo dia de alta, em dia marcado por aumento da aversão ao risco no mercado financeiro internacional por causa do temor de alastramento de um novo tipo de coronavírus na China. A moeda americana fechou no maior nível desde 3 de dezembro, cotada em R$ 4,2050, com valorização de 0,39%. No mercado futuro, o contrário para fevereiro fechou em alta de 0,48%, a R$ 4,2150.

"O vírus mortal na China provocou uma fuga para ativos de qualidade", observa o analista de mercados do banco especializado em transferência internacional de recursos, Western Union, Joe Manimbo. O reflexo foi que moedas fortes, como o franco suíço e o iene japonês, se valorizaram e as divisas de emergentes caíram.

O iene, aliás, foi a moeda que mais se valorizou no mundo, seguida pela libra e a coroa sueca. Entre as que mais se desvalorizaram, a divisa da Coreia do Sul foi a campeã, seguida pelo peso mexicano, a moeda da Noruega e o real. Aqui, na máxima dia, a R$ 4,2173, ocorreu pouco depois das notícias do primeiro caso do coronavírus nos EUA, de um cidadão americano que viajou para o país asiático.

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