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Bolsa chega à 11ª alta seguida pela primeira vez desde 2010

Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira aos 79.378,53 pontos, com valorização de 0,39%

Simone Cavalcanti, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2018 | 19h29

Após operar preponderantemente no negativo, no final da tarde desta segunda-feira, 8, o Ibovespa inverteu o sinal e fechou em alta pelo 11º pregão consecutivo. É a primeira vez desde julho de 2010 que o índice tem essa sequência de dias positivos. O principal índice da Bolsa brasileira fechou aos 79.378,53 pontos, com valorização de 0,39%. 

De acordo com analistas, o apetite do investidor estrangeiro na ponta compradora segue como fiel da balança para o tom e volume positivo aos negócios. Nesta segunda-feira, o giro financeiro foi de R$ 7,48 bilhões, um pouco abaixo do encerramento da semana passada, mas ainda assim significativo para meses de janeiro. 

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Para Carlos Soares, analista da Magliano Corretora, somada ao fluxo dos investidores não residentes, a notícia de que o governo vai adiar os estudos sobre a "regra de ouro" ajudou a sustentar a virada da Bolsa para o campo positivo.

Na sua avaliação, a comunicação da equipe econômica acabou por afastar, ao menos por agora, a incerteza de como as agências de classificação de risco poderiam avaliar essas mudanças e seus reflexos do ponto de vista fiscal.

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Já para Rafael Figueredo, analista e sócio da Eleven Financial, a questão da "regra de ouro" não tem interferência no curto prazo.

"A equipe econômica tem crédito com o mercado e não faz sentido estudar alternativas para 2019, uma vez que será um novo governo, com uma nova equipe econômica e outras regras", afirma, ressaltando que a alta do Ibovespa continua amparado nas perspectivas de crescimento maior da economia global e, na esteira, a valorização de commodities.

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No pregão desta segunda-feira, as ações da Vale subiram apoiadas na valorização do minério de ferro nos portos da China e fecharam o dia em alta de mais de 2,22%.

Quanto às ações da Petrobrás, que por dias consecutivos seguem valorizadas, Soares lembra que os motivos estão mais ligados às notícias corporativas, com melhora dos níveis de governança, do que a linha com os futuros do petróleo. As ações ON da petroleira encerraram a sessão com ganhos em torno de 1,5%.

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O Ibovespa ainda encontra algum suporte na percepção melhor da economia e falta de um argumento forte para uma realização de lucros mais intensa. "As quedas são muito leves, está tudo muito lento", notou Luiz Mariano De Rosa, especialista em renda variável da Improve.

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