Bolsa chega a cair 3% com temor de recessão nos EUA

Dados fracos do mercado de trabalho americano reforçaram risco. Bolsas no mundo todo operam em queda

Agência Estado,

04 de janeiro de 2008 | 16h04

A criação de apenas 18 mil vagas e a elevação da taxa de desemprego nos EUA para 5% em dezembro reforçaram o temor de que o país poderá enfrentar uma recessão neste ano. Ao mesmo tempo, os números ampliaram a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) reduza ainda mais o juro básico no país para evitar que esse quadro se materialize. Os mercados reagiram. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair mais de 3%. Veja também: Mercado de trabalho perde força nos EUA em dezembro Os juros futuros acompanharam o mau humor que invadiu os mercados nesta sexta-feira, motivando alta das taxas projetadas. No câmbio, além do clima ruim externo, pesou também a notícia de que o pacote de medidas fiscais do governo prevê a incidência de IOF sobre as operações no mercado interbancário de moedas. Esse segmento era isento de qualquer tributo. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas em Nova York - chegou a cair 1,47% e oscilava com queda de 1,28%, às 15h56. O Nasdaq perdia 2,58% no mesmo horário. O euro chegou a subir a US$ 1,4827. Ante o iene, o dólar sucumbiu à mínima de 107,88 ienes, menor nível desde 27 de novembro. As bolsas européias até mostraram uma resiliência inicial aos números apáticos do mercado de trabalho nos EUA. Mas os índices não conseguiram se isolar e migraram para perdas superiores a 1% com o decorrer da sessão. No início da tarde, a bolsa de Londres recuava 2,09%; em Paris, a queda era de 2,04% e o DAX, de Frankfurt, 1,41%. Na Ásia, onde as bolsas só reagirão ao mercado americano na segunda-feira, o dia foi marcado por um tombo de 4,03% do Nikkei-225, na primeira sessão de 2008, na Bolsa de Tóquio. A queda foi creditada à preocupação com o impacto de uma eventual recessão nos EUA e do fortalecimento do iene nas empresas exportadoras do país. Nas demais bolsas da Ásia, os desempenhos foram positivos. Na Índia, o Sensex subiu 1,7%, para o recorde de 20.686,89 pontos. O petróleo passou a manhã em queda, pressionado por realizações de lucros e pela percepção de que a demanda pode se desacelerar nos EUA. Esses fatores desafiaram o enfraquecimento do dólar, que tem sido um dos motivos da corrida do petróleo para os US$ 100. No início da tarde, a baixa era de 1,56%, a US$ 97,61 por barril.

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