Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
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Bolsa tem a primeira semana de queda acumulada desde julho

Depois de ter emplacado oito semanas consecutivas de ganhos, o Ibovespa encerrou o período dos últimos cinco pregões com baixa somada de 0,48%

Paula Dias e Niviane Magalhães, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 18h06

Dois dias depois de atingir seu recorde histórico de pontuação, a Bolsa registrou nesta sexta-feira, 22, queda de 0,28%, aos 75.389,15 pontos, fechando assim a sua primeira semana com queda acumulada desde julho. As oscilações mais fracas ao longo dos últimos cinco pregões mostraram nítida desaceleração do ímpeto comprador do mercado de ações na comparação com as semanas anteriores.

O Ibovespa encerrou esse período com baixa acumulada de 0,48%, depois de ter emplacado oito semanas consecutivas de ganhos, com os quais subiu mais de 17%. Em setembro, o índice acumulada alta de 6,43%.

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O dólar acompanhou o sinal do exterior, ainda refletindo a cautela geopolítica a partir da possibilidade de a Coreia do Norte realizar teste nuclear "de escala inédita" no Oceano Pacífico, e fechou em baixa de 0,48%, aos R$ 3,1271. Esse patamar reverte parte da pressão de alta vista nos últimos dias, especialmente em função do comunicado do Federal Reserve.

Na semana, a divisa americana acumulou ganho de 0,45% ante o real.

Mal lá, mal cá. Em um pregão bastante semelhante ao da última quinta-feira, 21, o Índice Bovespa acompanhou o desempenho negativo das bolsas de Nova York e teve uma sessão de leve realização de lucros.

O dia foi de noticiário mais esparso, como é comum às sextas-feiras. No pano de fundo continuaram as preocupações com a tensão geopolítica envolvendo Estados Unidos e Coreia do Norte e, internamente, a expectativa em torno dos desdobramentos da segunda denúncia de corrupção contra o presidente Michel Temer. Por outro lado, ainda repercutem positivamente os dados que apontam para recuperação econômica, desaceleração da inflação e juros em queda.

"Depois do otimismo das últimas semanas, o mercado agora trabalha em compasso de espera. A nova intensificação da tensão geopolítica, as eleições na Alemanha e a nova denúncia contra Michel Temer foram alguns dos fatores que levaram os investidores a realizar lucros", disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora. 

Na análise por ações, a queda de hoje voltou a ser comandada pelas ações de mineração e siderurgia, mais uma vez influenciadas pela desvalorização dos preços do minério de ferro na China. No preço à vista do porto de Qingdao, a commodity caiu mais 3,83% nesta sexta-feira, em meio a temores de desaceleração da economia chinesa e redução da demanda pelo insumo.

Vale ON fechou em queda de 1,85%, CSN ON caiu 5,08% e Gerdau PN cedeu 2,08%. As quedas expressivas do minério ao longo da semana geraram forte correção nesses papéis, que acumularam no período perdas de 5,59%, 10,41% e 6,99%, respectivamente.

Já as ações da Petrobrás terminaram o dia com ganhos leves, de 0,12% (ON) e 0,13% (PN), beneficiadas pela alta dos preços do petróleo. Na semana, as ações da estatal acumularam altas de 4,32% e 3,98%, na contramão da média do mercado.

As ações do setor financeiro, que estiveram entre os principais objetos de realização de lucros, terminaram o dia e a semana com tendências diversas. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no Ibovespa, subiu 0,35% hoje, mas teve baixa de 0,23% na semana. Já Banco do Brasil ON, que se beneficiou da melhora de recomendação de compra de algumas instituições, caiu 0,90% hoje, mas teve alta de 3,20% nos últimos cinco pregões.

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