Bolsa de Bangcoc sobe; Tóquio, Indonésia e Taiwan caem

A Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, encerrou a sessão em forte alta, impulsionada por uma onda de investidores estrangeiros que entraram comprando papéis com preços considerados baratos. A volta dos investidores foi motivada pela percepção de que houve uma reação exacerbada à notícia de surgimento de influenza aviária no país. O índice Thai Set terminou o dia em 699,75 pontos, com alta de 32,42 pontos (4,9%), recuperando a perda de 4,5% da sessão anterior. No entanto, o índice acumula perda de 10% nas quatro sessões anteriores, em conseqüência da preocupação sobre o impacto econômico da influenza. Os analistas ponderam que o surgimento dos casos de influenza deve reduzir não mais que um ponto percentual do crescimento previsto para o PIB do país nesse ano.Na Indonésia, entretando, as preocupações sobre a influenza seguiram travando as compras e o índice Jacarta Composto terminou o dia em 730,31 pontos, com recuo de 22,61 pontos (3%). O governo indonésio afirmou que detectou no país a mesma linhagem mortal do vírus da influenza aviária encontrada em outros países da Ásia, mas ressaltou que não há casos de contágio humano. Em Taipé, o Taiwan Weighted encerrou o dia em 6.252,23 pontos, com desvalorização de 67,73 pontos (1,07%). O humor negativo foi gerado pela preocupação de que o vírus da influenza aviária sofra mutações e possa ser transmitido entre humanos.Hong KongNa Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 90,03 pontos (0,69%), para 13.090,01 pontos, em uma recuperação técnica após quatro dias em baixa. Os investidores aproveitaram a oportunidade para comprar papéis que caíram com força ontem, como os da China Unicom e Esprit, além das ações H. A China Unicom, operadora de telefonia celular, subiu 4,7%, recuperando parte das perdas geradas pela preocupação de que a companhia prepara uma colocação de novos papéis no mercado. A Esprit, que registrou ontem a maior perda percentual, subiu 4,19% na sessão de hoje. Em Seul, o índice Kospi perdeu 15,02 pontos (1,8%), fechando em 839,87 pontos, com o won forte desencadeando preocupações sobre a recuperação econômica do país. Nas Filipinas, o PSE Composto cedeu 9,38 pontos (0,65%), para 1.437,67 pontos, afetado pelo enfraquecimento do peso ante o dólar e pelas tensões pré-eleitorais. Em Cingapura, o índice Straits Times caiu 3,23 pontos (0,17%), para 1.845,13 pontos. A Bolsa da Malásia não funcionou hoje. Tóquio cai 1,3%As ações fecharam em queda forte em Tóquio, em reação às previsões desapontadoras de resultado apresentadas por companhias como Olympus e Sharp. O índice Nikkei terminou o dia em baixa de 134,81 pontos (1,3%), em 10.641,92 pontos. Um movimento de vendas no Nikkei futuro, liderado por estrangeiros, também ajudou a corroer o índice à vista. Os papéis da Olympus e da Pentax despencaram após ambas terem anunciado previsão menor para vendas de câmeras digitais, para seus lucros e embarques no ano fiscal que termina em março. O anúncio foi feito durante a divulgação do resultado trimestral pelas duas empresas. A Olympus disse que terminou o período com lucro líquido de 27,87 bilhões de ienes, sobre vendas de 467,21 bilhões de ienes. Os papéis da Olympus fecharam em baixa de 6,5% e os da Pentax com desvalorização de 10,9%. As ações da Sharp fecharam em baixa de 3,3%, diante da decepção dos investidores com o fato da fabricante de produtos de consumo eletrônicos ter apenas reafirmado suas projeções de resultado. No terceiro trimestre, o lucro líquido da empresa subiu 27%, para 17,76 bilhões de ienes, enquanto as receitas cresceram 10%, para 580,46 bilhões de ienes. O lucro operacional mostrou expansão de 12%, para 32,73 bilhões de ienes, abaixo da previsão de US$ 35 bilhões de ienes a US$ 40 bilhões de ienes. Os estrangeiros seguiram realizando lucros em tecnologia, provocando pressão nas ações da Kyocera e Fanuc, que caíram 2,8% e 1,1%, respectivamente. As ações da Mitsubishi Motors chegaram a subir 9,5%, com informações de que o grupo Mitsubishi e a DaimlerChrysler pretendem injetar 200 bilhões de ienes na empresa, para contornar problemas financeiros. No fechamento, os papéis da Mitsubishi Motors registravam alta de 2,3%.

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