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Bolsa de Nova York fecha em novo recorde e se aproxima dos 12.000 pontos

O otimismo gerado pelos prognósticos sobre o desempenho da economia, o preço do petróleo e os resultados de empresas no terceiro trimestre, levaram hoje a Bolsa de Nova York a um novo recorde. Segundo números preliminares disponíveis no fechamento, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - subiu 95,97 pontos ou 0,81%, indo a 11.948,1 unidades, pela primeira vez em sua história acima dos 11.900 pontos e cada vez mais perto dos 12.000. Durante o dia ficou em 11.959,63 pontos, mais do que em qualquer outro momento de seus 110 anos de vida. Já a Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - registrou alta de 1,64%.O dólar ficou em queda nos mercados internacionais, após ser divulgado o déficit comercial dos EUA, que alcançou em agosto o número recorde de US$ 69,900 bilhões de dólares. No fechamento dos mercados, a moeda americana valia 0,7966 euros, comparado com os 0,7986 euros por dólar da quarta-feira. Em relação à moeda japonesa, o dólar era trocado a 119,38 ienes, frente aos 119,71 ienes por dólar que se pagavam no pregão anterior.Foi interrompida hoje a tendência de alta que o dólar seguiu frente ao euro e ao iene nas últimas sessões, como conseqüência do desajuste que refletem as contas do comércio dos Estados Unidos com o exterior. O desequilíbrio da balança comercial superou os US$ 68 bilhões de déficit registrados em julho e esteve também muito acima dos US$ 66,5 bilhões que previam os economistas.O elevado montante das importações de petróleo contribuiu para o aumento do déficit, embora se espere que tenha um efeito menos negativo nos próximos meses, devido ao barateamento do petróleo nos mercados internacionais durante setembro e até esta data de outubro.Desajustes na balança comercial e na conta corrente dos EUA tendem a diminuir a força do dólar, pois exigem um maior fluxo de capitais em direção aos mercados financeiros neste país paracompensar o déficit. A perspectiva que o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) não rebaixará a curto prazo as taxas de juros, embora em um menor ritmo que no início de ano,são fatores no entanto que podem manter o dólar em uma posição de firmeza frente ao euro e ao iene, reiteram os analistas.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2006 | 18h03

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