Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Bolsa de Nova York fecha mista à espera da decisão do banco central americano

Na próxima quarta-feira, 16, o Federal Reserve irá anunciar sua decisão sobre a política monetária, com chance de já começar a discutir um aperto nos estímulos; Europa subiu

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2021 | 17h30

Bolsa de Nova York encerrou mista nesta segunda-feira, 14, já à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a política monetária dos Estados Unidos. Na contramão, de olho em indicadores econômicos, os índices da Europa fecharam em alta, enquanto na Ásia, feriados fecharam vários mercados do continente.

Após o índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subir a 0,6% em maio, uma alta de 5% no acumulado de 12 meses, a expectativa do mercado é grande sobre como irá se comportar o Fed diante da situação. Uma alta dos juros ou até mesmo o aperto das medidas de estímulos não são esperados já para a próxima quarta-feira, 16, no entanto, analistas falam na possibilidade da entidade monetária já começar a discutir reajustes em um cenário próximo. O movimento causa preocupação, pois uma retirada precoce dos incentivos pode afetar o movimento de recuperação da economia americana, que ainda não é sólido.

Ainda sobre o tema, pesquisa feita em maio deste ano e divulgada hoje pelo Fed de Nova York mostrou que a mediana das expectativas de inflação em um ano aumentou, passando de 3,4% em abril a 4,0% em maio. Os dirigentes da entidade monetária, porém, continuam falando em uma alta transitória da inflação.

Na agenda de indicadores, a produção industrial de abril na zona do euro subiu 0,8% ante março, acima da alta esperada de 0,3%. A consultoria Pantheon estima que a recuperação do setor seguirá no atual trimestre. Gargalos na cadeia de suprimentos, no entanto, podem segurar a alta no futuro próximo, segundo alerta a Capital Economics.

Bolsas de Nova York

Os índices fecharam mistos em Nova York, mas conseguiram diminuir as perdas no final do pregão, com apenas Dow Jones em queda de 0,25%. S&P 500 subiu 0,18% e o Nasdaq teve ganho de 0,74%, ambos - batendo novos recordes históricos de fechamento.

O dia também foi favorável para o mercado de renda fixa, que é favorecido pelos temores de alta da inflação dos EUA, o que é visto como um sinal de recuperação da economia. Hoje, os rendimentos do papéis com vencimento para dez e trinta anos subiram 1,49% e 2,18%.

Bolsas da Europa

O clima foi majoritariamente de alta na Europa. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, subiu 0,18%, enquanto a Bolsa de  Londre teve ganho de 0,18% e Paris subiu 0,24%. MilãoMadri e Lisboa tiveram ainda altas de 0,16%, 0,83% e 1,01% cada. A alta dos índices foi influenciada pelos ganhos do setor de energia, com Royal Dutch Shell, British Petroleum e Total Energies avançando 2,68%, 1,88% e 1,38% cada.

Único dentre os principais índices europeus a contrariar o movimento majoritário, Frankfurt encerrou o dia em queda de 0,13%. O setor automotivo liderou as baixas, com a Volkswagen cedendo 1,37%, diante da falta de insumo que afeta a cadeia produtiva alemã.

Bolsas da Ásia

Apenas os mercados de Tóquio e Seul operaram nesta segunda, fechando com altas de 0,74% e 0,08% cada. As Bolsas da China, Hong Kong e Taiwan não operaram hoje por conta de feriados locais. Na Oceania, o mercado australiano também não operou.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam perto da estabilidade hoje, mantendo o avanço das últimas três semanas, em grande parte embasados na perspectiva de retomada da demanda global. A redução nas restrições para conter a covid-19, que ocorre em meio ao avanço na vacinação, impulsionou o mercado, que observa, dentre outros fatores, uma recuperação em parte dos números da aviação, especialmente nos EUA e na Europa. No entanto, o ímpeto diminuiu ao longo do dia, com notícias como o atraso na reabertura do Reino Unido.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para julho fechou em queda de 0,04%, a US$ 70,88. Já o Brent para agosto teve avanço de 0,23%, a US$ 72,86 o barril. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, MATHEUS ANDRADE E SÉRGIO CALDAS

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