Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Mandel Ngan/AFP
Mandel Ngan/AFP

Bolsa de Nova York recua após Fed voltar a dizer que alta da inflação nos EUA é temporária

Hoje, banco central americano manteve sua política monetária inalterada, com juros entre 0% e 0,25% ao ano, sinalizando dois reajustes apenas para 2023

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2021 | 17h30

A Bolsa de Nova York fechou em queda nesta quarta-feira, 16, precificando a postura do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de voltar a dizer que a alta da inflação nos Estados Unidos é "transitória". Hoje, a entidade monetária manteve a sua política monetária inalterada, com os juros entre 0% e 0,25% ao ano. À espera dessa decisão, os mercados de Ásia e Europa fecharam mistos.

Para justificar a decisão do Fed, o presidente da entidade monetária, Jerome Powell, voltou a dizer que a recuperação da economia dos EUA ainda não está completa e que há riscos, como a pandemia, destacando ainda a existência de um grande "grupo de desempregados no País". O banco central americano sinalizou hoje duas altas da taxa de juros, já para 2023. 

No entanto, apesar do Fed falar em alta transitória dos preços, Powell também disse que a inflação dos Estados Unidos acelerou de forma "notável" e "acima das previsões" nos últimos meses, provocada pelo conjunto da fraca base comparativa de 2020, alta nos preços do setor de energia e retomada dos gastos com consumo. 

Além disso, ele destacou ainda o prosseguimento do programa de títulos públicos, uma das medidas que o mercado esperava que já fosse alvo de algum tipo de aperto, e disse ainda que a discussão de alta de juros agora "seria prematura". No entanto, na avaliação do analista Ian Lyngen, do BMO Capital Markets, o Fed mostrou uma inclinação mais conservadora. Segundo o profissional, a mudança no gráfico de pontos da instituição divulgado hoje, com maioria dos dirigentes sinalizando a alta dos juros dos EUA já em 2023, foi uma resposta às pressões inflacionárias.

Na agenda de indicadores, foram divulgados os últimos números da indústria e do varejo da China. Em maio, a produção industrial chinesa teve expansão anual de 8,8%, como se previa, enquanto as vendas no varejo saltaram 12,4%, mas ficaram abaixo  da projeção de alta de 13,6%. 

Bolsa de Nova York

O mercado de Nova York, que esperava um tom mais agressivo do Fed, fechou em queda. Dow Jones cedeu 0,77%, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,54% e 0,24% cada. No mercado de renda fixa, o fato do Fed ter falado em adiantar para 2023 os reajustes, em um sinal  de recuperação da economia dos EUA, ajudou os ativos, com os rendimentos dos papéis com vencimento para dez anos e trinta anos subindo 1,5% e 2,2% cada.

Bolsas da Europa

O sinal foi misto no continente europeu. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,34%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,17% e Paris avançou 0,20%. Milão e Lisboa subiram 0,12% e 0,46% cada. Na contramão, a Bolsa de Frankfurt caiu 0,12%, enquanto Madri cedeu 0,31%.

Bolsas da Ásia

No mercado asiático, o clima de queda predominou. A Bolsa de Tóquio caiu 0,51%, enquanto Hong Kong recuou 0,70% e Taiwan cedeu 0,37%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen cederam 1,07% e 2,32% cada. Exceção, a Bolsa de Seul subiu 0,62%.

Na Oceania, a bolsa australiana subiu apenas marginalmente hoje, em alta de 0,09%, mas garantiu novo fechamento recorde.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, renovando máximas em anos, em sessão que seguiu observando as perspectivas para alta na demanda. Além disso, a publicação semanal de estoques nos EUA apresentou um recuo maior do que o esperado, impulsionando os preços. Segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) os estoques da commodity recuaram 7,355 milhões, acima da previsão de queda de 2,9 milhões dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.

WTI com entrega prevista para julho fechou em alta de 0,04%, a US$ 72,15. Já o Brent para agosto teve avanço de 0,54% (+US$ 0,40), a US$ 74,39 o barril. Segundo o Commerzbank, o Brent chegou no maior nível em dois anos, enquanto o WTI teve preço mais elevado em dois anos e meio durante a sessão. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, SÉRGIO CALDAS E MATHEUS ANDRADE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.