Bolsa de NY acelera queda e atinge menor nível desde 2003

Mercado norte-americano permanece tenso nesta quinta, com o mercado de crédito travado no país

Da Redação,

09 de outubro de 2008 | 16h09

A Bolsa de Valores de São Paulo não resistiu ao aumento das perdas nos mercados de Wall Street e virou, por volta das 15h30 desta quinta-feira. O principal índice da Bovespa, que operou a maior parte do dia em alta, caía 3,89% às 17h11, aos 37.092 pontos. Em Nova York, o índice Dow Jones escorregou para abaixo dos 9 mil pontos pela primeira vez desde final de agosto de 2003, registrando queda de 6,62%. O S&P-500 oscila abaixo dos 970 pontos, nível que também não era visto desde agosto de 2003.  Veja também:Como o mundo reage à crise FMI age para garantir crédito a emergentesConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  As perdas das ações do setor financeiro e as preocupações relacionadas ao crédito continuam a pesar sobre o sentimento no mercado, que teme uma recessão global prolongada. Refletindo esses temores, os contratos de petróleo para novembro fecharam no menor nível em um ano, abaixo de US$ 87,00 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).  Os investidores vêem uma deterioração na demanda futura em virtude da desaceleração das economias dos países desenvolvidos, assolados pela crise financeira. Na Europa, principais bolsas fecharam em baixa - Londres, -1,21%; Paris, -1,55%; Frankfurt, -2,53%. Entre as ações de bancos , as do Barclays caíram 13% e as do Santander perderam 4,3%. Os papéis de companhias ligadas a petróleo caíram à medida que o preço da commodity recuava quase 2%, com as ações da Royal Dutch Shell caindo 3,2% e as do BP se desvalorizando 1,8%.  As ações da General Motors caíram ao nível mais baixo deste 1950 nesta quinta, prejudicadas por temores de que uma queda na atividade industrial que começou nos Estados Unidos está se espalhando e o alerta de um analista de que a demanda por automóveis poderia entrar em colapso em 2009. Os papéis caíram 22%, para US$ 5,42 - levando seu valor de mercado ao menor nível desde 1929, de acordo com os dados da Global Financial Data.

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