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Bolsa de NY sobe com petróleo em queda e dólar em alta

Ações do setor financeiro e varejista sobem, mas cotações de commodities agrícolas caem no geral

Marcílio Souza e Eduardo Magossi, da Agência Estado,

15 de agosto de 2008 | 13h09

A combinação de petróleo em baixa com dólar em alta, que ajudou as ações em Nova York na última quinta-feira, continua sendo o principal estímulo aos ganhos dos índices de Wall Street nesta sexta-feira, 15. Houve uma certa volatilidade durante a manhã, no entanto; as ações migraram para o território negativo reagindo ao índice de sentimento do consumidor norte-americano, medido pela Universidade de Michigan. O índice subiu para 61,7 em meados de agosto, de 61,2 em julho. Economistas esperavam aumento para 62,0.   Mas, como o petróleo manteve-se em queda firme, os compradores de ações se sobrepuseram. Nomes do setor financeiro são ajudados pelo forte desempenho das seguradoras de bônus Ambac Financial e MBIA, após a Standard & Poor's ter retirado os ratings de ambas de probabilidade imediata de rebaixamento.   Varejistas também sobem, com destaque para Kohl's e J.C. Penney, que são beneficiadas pela reação do mercado aos seus balanços divulgados ontem e hoje. Já o setor de energia é derrubado pelo preço em baixa do petróleo. O contrato WTI para setembro negociado na Nymex eletrônica cedia 2,93%, para US$ 111,64 o barril às 12h30. No mesmo horário, Dow Jones ganhava 0,60% e Nasdaq subia 0,32%. As informações são da Dow Jones.   Commodities em queda   O fortalecimento do dólar, que atingiu nesta sexta sua máxima em doze meses, e o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), indicando um aumento dos estoques de petróleo no mundo em função da desaceleração econômica global, estão derrubando as cotações das commodities agrícolas de forma generalizada.   Com o petróleo recuando para seu menor nível em três meses, as commodities ligadas ao mercado de energia, como açúcar, milho e soja, são pressionadas em virtude da realização expressiva de fundos. O sentimento é de que com petróleo mais abundante haverá menor necessidade de utilização de etanol, seja de cana ou de milho, e de biodiesel.   Além disso, a alta do dólar acaba derrubando o preço das matérias-primas que precisam se ajustar ao poder de compra internacional, o que também acaba afastando investidores e fundos. Os mercados de energia e de metais e minérios também estão sendo afetados pela retirada de recursos dos fundos. Indicadores de commodities como o CRB Futures e o DJ-AIG, fortemente lastreado em petróleo, seguem bastante pressionados. No comento, o CRB cai 2,42% e o DJ-AIG registra queda de 2,24%.   Nos mercados agrícolas, a queda é generalizada não respeitando os fundamentos positivos do mercado. Até o pregão do açúcar, que estava mais positivo em virtude da redução da oferta mundial do produto, está realizando lucros e registrando perda de 4,11%. O café registra queda de 2,5%. No mercado de grãos em Chicago, a soja recua 4,13%, o milho cai 4,35% e o trigo cai 3,6%.

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