Bolsa de Tóquio cai 1,7% com tecnos e bancos

As pesadas realizações de lucro em ações de alta tecnologia, como as da Tokyo Electron, e em papéis do setor bancário empurraram a Bolsa de Tóquio para o território negativo nessa sexta-feira. Após abrir em alta com o dado acima do esperado do PIB do trimestre de julho a setembro, o índice Nikkei-225 mudou de direção e terminou o dia com queda de 170,61 pontos (1,7%), em 10.167,06 pontos. O Topix, índice com abrangência mais ampla, cedeu 11,73 pontos (1,2%), para 1.006,77 pontos. A Tokyo Electron perdeu 3,6%. Os papéis do Softbank chegaram a atingir limite máximo de queda ao baterem em 3.970 ienes, mas fecharam em 4 mil ienes, com desvalorização de 10,51%, com os investidores continuando a sair dos ativos dessa empresa de internet após o prejuízo anunciado pela companhia na segunda-feira. O iene forte também serviu de pressão sobre o mercado, encorajando realizações em ações de exportadoras. O dólar chegou a atingir, por um breve período, 108 ienes durante a sessão. Segundo operadores consultados pela agência Dow Jones, a tendência para o mercado de Tóquio é que o Nikkei oscile entre 9.500 e 10.500 até o fim do mês. Setor bancárioNo setor bancário, as perdas foram amplas. As ações do Ashikaga Financial Group caíram abaixo do nível psicológico de 100 ienes, após o ministro responsável pelo setor, Heizo Takenaka, ter comentado que eram especulações as notícias de que o governo estava considerando a possibilidade de injetar fundos públicos no combalido banco regional. Os comentários geraram apreensões sobre a diretriz do governo em relação às reformas do setor bancário e provocaram vendas em outros bancos. O UFJ Holdings recuou 1,9% e o Mitsubishi Tokyo Financial recuou 0,5%. O Mizuho Holdings resistiu às pressões e subiu 0,4%. O Resona Holdings perdeu 3,6%, afetado pela preocupação com o plano de reestruturação da instituição, apresentado após o fechamento da sessão. O banco anunciou que pretende devolver os fundos públicos o mais breve possível, mas não fixou um prazo para essa devolução, dissipando as preocupações dos investidores sobre a possibilidade de o banco antecipar esses reembolsos.

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