Bolsa de Tóquio fecha em -1,5% com menor volume em 4 meses

A Bolsa de Tóquio fechou em baixa acentuada nessa sexta-feira, após registrar o menor volume de negócios em quatro meses. Os bancos se destacaram no bloco negativo, com o UFJ nocauteado por vendas em reação à notícia de que o Sovereign Asset Management, seu principal acionista, reduziu a participação na instituição. Uma série de rebaixamentos de ações importantes nos EUA e também no Japão acenderam o sinal vermelho de que os resultados no trimestre abril a junho serão insuficientes para justificar os valores das ações. Para completar, o declínio de ontem em Wall Street e a ausência de notícias frescas para alimentar o apetite dos investidores também contribuíram para tirar vigor do mercado. O Nikkei-225 caiu 174,53 pontos (1,5%), para 11.721,49 pontos. O Topix, índice amplo que reflete os movimentos de todos os ativos da primeira sessão, terminou o dia em 1.173,55 pontos, com baixa de 14,87 pontos (1,3%). O volume negociado foi estimado em 971,85 milhões de ações, caindo abaixo da marca de 1 bilhão pela primeira vez desde 26 de fevereiro. Os papéis do UFJ despencaram 3,3%, depois que o Sovereign Asset Management informou que reduziu sua participação no banco de 5,11% para 3,91%. Outros papéis do setor financeiro foram contaminados pelo clima negativo. O Sumitomo Mitsui perdeu 2,5% e o Mizuho Financial, 1,3%. Olhando a queda de 1,6% do Nasdaq, a Tokyo Electron perdeu 3,3% e a TDK, 2,9%.A Ricoh fechou com desvalorização de 3,3%. Após analistas terem cortado, ontem, a recomendação para as norte-americanas Intel, Boeing e Yahoo, hoje foi a vez de alguns papéis japoneses serem alvo de rebaixamentos. O J.P. Morgan cortou o rating do Sumitomo Mitsui Financial de "overweight" para neutro e o Goldman Sachs rebaixou a cobertura dos grandes bancos de "atraentes" para "neutro".

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