Bolsa de Tóquio fecha em -3,2%

A Bolsa de Tóquio fechou em queda forte com os investidores varejistas que enfrentaram chamada de margens procurando por saídas do mercado. Na saída, os investidores venderam ativamente ações de pequena capitalização e contaminaram o humor do mercado amplo. Os papéis dos bancos também foram alvejados por vendas, após um jornal informar que o UFJ Holdings vai cortar suas estimativas de lucro novamente, em razão de seus créditos podres. Para completar, o Nikkei-225 caiu abaixo da média dos últimos 200 dias - 10.720 pontos, o que foi interpretado como um sinal de que haverá uma correção profunda dos preços das ações. O Nikkei-225 caiu abaixo de 10.500 pontos pela primeira vez desde 13 de fevereiro, mas encerrou o dia em 10.505,05 pontos, com queda de 344,58 pontos (3,2%). A queda em pontos foi a segunda maior do ano. Os investidores varejistas foram pressionados pelas "chamadas de margem" - a exigência de colocarem fundos ou garantias adicionais, após marcação a preços de mercado de uma operação - e tiveram de vender papéis para levantar esses recursos. Em um círculo vicioso, os investidores partiram para vendas de ações na primeira etapa da sessão para cobrir perdas com posições de companhias pequenas no Jasdaq e em outros mercados de empresas startups. O índice Jasdaq caiu 5%, enquanto o índice Mothers - especializado em startups - despencou mais de 13%. O UFJ recuou 10%, com a notícia de que terá de reduzir suas previsões de lucro e contaminou outros bancos. O Mitsubishi Tokyo Financial caiu 5,9% e o Mizuho Financial Group, 6,2%. O Sumitomo Mitsui Financial perdeu 3,5%.

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