Bolsa de Tóquio fecha em alta de 2,4%

A Bolsa de Tóquio repetiu o bom desempenho de ontem, com os investidores interpretando a notícia de que o UFJ Holdings deverá fazer uma provisão maior para seus empréstimos podres como um sinal promissor sobre a saúde do sistema bancário japonês. O Nikkei-225 subiu 256,65 pontos (2,4%), fechando em 10.967,74 pontos, após ter avançado 206,04 pontos ontem. O ganho de hoje foi o maior desde dezembro, mas o índice ainda segue abaixo dos níveis da semana passada. O Nikkei perdeu 5,8% nas três sessões até segunda-feira. O Topix, índice de abrangência maior, fechou em 1.106,16 pontos, com alta de 29,95 pontos (2,8%). "No longo prazo, o aumento do provisionamento do UFJ é um incentivo para o mercado", disse o estrategista-sênior da Okasan Securities, Tetsuya Ishijima. Uma fonte do UFJ afirmou que o grupo bancário vai registrar prejuízo líqüido no ano fiscal terminado em março, uma vez que eleverá a provisão para créditos podres. O UFJ e outros bancos divulgam seus balanços na segunda-feira. Embora a notícia do provisionamento seja dolorosa no curto prazo, essa decisão sinaliza que as instituições estão enfrentando com mais seriedade o problema dos créditos podres. Na segunda-feira, a notícia de que o UFJ teria créditos podres inflados derrubou a Bolsa de Tóquio, mas os investidores passaram a ver que a notícia não é propriamente negativa. O UFJ disparou 7,5% e o Mitsubishi Tokyo Financial, 5,5%. O Mizuho Financial ganhou 4,8% e o Sumitomo Mitsui Financial, 5,8%. O dado do PIB do trimestre janeiro a março, divulgado ontem, continuou sustentando compras de ações de empresas focadas no mercado doméstico, como incorporadoras e varejistas. A Mitsui Fudosan subiu 4,7% e a Mitsubishi Estate, 4,3%. A Sumitomo Realty ganhou 6,1%. Entre as varejistas, a Ito-Yokado subiu 4,5% e a Aeon, 4,4%.

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