Bolsa de Tóquio fecha em alta de 2,8% com exportadoras

A Bolsa de Tóquio fechou no maior nível em um mês, com os ganhos de sexta-feira em Wall Street - em repercussão ao dado sobre o mercado de trabalho - impulsionando as compras de ações de exportadoras e também de papéis de companhias focadas no mercado doméstico japonês. O Nikkei-225 teve a maior valorização em pontos do ano, subindo 311,87 pontos (2,8%), para 11.439,92 pontos. O nível de fechamento foi o mais alto desde 6 de maio. O Topix, índice amplo que reflete os movimentos da primeira sessão, avançou 26,70 pontos (2,4%), terminando a sessão em 1.151,67 pontos. "Com a atualização financeira da Intel e os dados do mercado de trabalho nos EUA, os operadores voltaram às compras em Tóquio", disse um operador de uma corretora japonesa de porte médio. "O volume negociado está, de novo, subindo gradualmente com compras ativas por investidores varejistas, o que também é positivo para o mercado", afirmou. O volume negociado na primeira sessão foi estimado em 1,26 bilhão de papéis, ante os 1,06 bilhão de ativos negociados na sexta-feira. Segundo analistas, o Nikkei deve ver alguns embates antes da liqüidação dos contratos de opções e futuros de junho na sexta-feira. Mas o índice passou por alguns níveis importantes de resistência técnica e há espaço para ganhos.Influenciadas por Nova York, as ações de tecnologia e exportadoras encontraram uma boa demanda de compras. A Advantest subiu 4,5%; a Tokyo Electron 5% e a TDK, 4,5%. A Toyota avançou 2,2%. Os bancos foram negociados em alta, reagindo a notícias do UFJ. Os papéis do banco avançaram 7%, com notícias de que estaria considerando a venda da Aplus, sua unidade especializada em crédito para consumidores.A venda teria o objetivo de reduzir riscos de empréstimos e levantar recursos para fortalecimento de sua posição financeira. A Aplus avançou 4,7%, na Bolsa de Osaka. Além disso, a imprensa informou que o UFJ deve iniciar negociações com a Industrial Revitalization Corp (IRC) para buscar ajuda para reestruturar a administradora de condomínios Daikyo, na corretora Nissho Iwai-Nichimen e na rede de supermercados Daiei. O UFJ é credor dessas empresas em situação financeira complicada. Em direção oposta, a Daikyo caiu 5% e a Nissho Iwai-Nichimen cedeu 2,5, com os temores de que a IRC pode exigir medidas drásticas para dar uma guinada na situação dessas empresas.

Agencia Estado,

07 de junho de 2004 | 07h46

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