Bolsa de Tóquio fecha em queda de 0,29%

Um movimento moderado de realizações de lucro fez a Bolsa de Tóquio fechar em baixa nessa quinta-feira, com as ações da Sony e Hitachi figurando entre os papéis afetados por vendas. O Nikkei-225 caiu 33,82 pontos (0,29%), para 11.607,90 pontos. O Topix, índice amplo que reflete os movimentos de todos os ativos negociados na primeira etapa da sessão, terminou o dia em 1.166,78 pontos, com queda marginal de 0,31 ponto. Os operadores afirmaram que as pressões de realizações foram moderadas, em razão do contínuo otimismo em relação às ações sensíveis à demanda doméstica, em virtude das perspectivas favoráveis para a economia do Japão. Segundo o estrategista-sênior da Okasan Securities, Tetsuya Ishijima, ainda é prematuro afirmar que o mercado superou as preocupações com os três demônios: a expectativa de alta dos juros nos EUA, um eventual esfriamento da economia na China e os elevados preços do petróleo. "Não podemos afirmar ainda se o mercado está imune a essas questões e por isso os investidores não estão comprando ações nesse momento", disse. No setor de tecnologia, a Hitachi perdeu 2% e a Sony, 1%. A Matsushita Electric Industrial retrocedeu 0,7%. As três gigantes de eletrônicos e outras grandes fabricantes vão expandir a produção de TVs com tela plana e projetaram que as vendas totais no ano fiscal de 2004 devem mais que dobrar ante os níveis do ano passado para algo em torno de 4 milhões de unidades, conforme informou o Nihon Keizai Shimbun. A Advantest regrediu 1,4%. A Toyota atingiu nova máxima no ano, de 4.330 ienes, mas terminou o dia estável, a 4.300 ienes. A Bridgestone cedeu 1,7%, com a notícia de que a empresa e outras fabricantes de pneus estão sendo investigadas pelo órgão de supervisão do comércio do Japão. A Comissão de Comércio Justo afirmou que fez busca em mais de 10 fabricantes de pneus, em razão de suspeitas de que essas companhias estariam fixando preços cartelizados para encomendas da Agência de Defesa.A Mitsubishi Motors caiu 3,2%, após informar que suas vendas domésticas devem ficar abaixo dos níveis previstos em seu plano de reestruturação. O UFJ Holdins recuou 2,7%.

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