Bolsa de Tóquio fecha em queda de 1,8%

As ações caíram forte em Tóquio, onde companhias e instituições financeiras reduziam suas posições em ações ante a proximidade do fim do ano fiscal, em março, enquanto outros participantes desfaziam-se de ativos dos segmentos de tecnologia e ações de bancos. As perdas no after-hours norte-americano, por causa da decepção dos investidores com os comentários da Cisco ontem à noite em Nova York, também pesaram sobre os papéis de tecnologia. O índice Nikkei caiu 194,67 pontos (1,8%) e fechou em 10.447,25 pontos, menor nível desde 26 de dezembro. "Mesmo as companhias que trouxeram boas notícias foram vendidas nesta quarta-feira", disse um trader. Entre elas, Pionner, que fechou em baixa de 5%, após anunciar operação para adquirir as operações de telas de plasma da NEC. Outro caso foram os papéis da Sharp, que fecharam em baixa pelo quarto pregão consecutivo, de 3,2%, embora tenha anunciado na segunda-feira alta de 27% em seu lucro líquido no trimestre outubro/dezembro. Os papéis dos maiores bancos japoneses foram atingidos por vendas de estrangeiros, os quais temem pelo resultado da inspeção que o órgão regulador financceiro promoverá este mês. As ações da instituição UFJ caíram 6,9%, do Sumitomo Mitsui Financial Group perderam 4,9% e do Mizuho Financial Group cederam 4,3%. A Agência de Serviços Financeiros do Japão anunciou que pretende investigar o UFJ, diante da descoberta de documentos internos com informações sobre credores em situação financeira pior à informada pela instituição à agência. Os papéis da Hitachi fecharam em baixa de 2,1%, mas acima das mínimas. A maior fabricante de eletrônicos do país em vendas anunciou lucro no trimestre outubro/dezembro do ano passado, revertendo prejuízo do mesmo período do ano passado. As ações de montadoras recuaram com contínuas preocupações em relação a apreciação do iene frente ao dólar.

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