Bolsa de Tóquio fecha em queda de 5,64%

Apesar do 2º dia de baixa, governo não planeja intervir no mercado para compensar perdas e alta do iene

Efe,

22 de janeiro de 2008 | 04h35

Pelo segundo dia consecutivo, a Bolsa de Tóquio fechou o pregão em forte queda. O índice Nikkei terminou o dia em baixa de 752,89 pontos (5,64%), aos 12.573,05. É o nível mais baixo desde o dia 8 de setembro de 2005. Já o índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, caiu 73,79 pontos (5,70%), para 1.219,94, seu registro mais baixo desde 9 de outubro de 2005.   Veja também: Bolsas asiáticas abrem em forte queda Bolsa cai 6,6% e tem o pior pregão desde fevereiro de 2007 A ordem para investidores é manter sangue-frio  Em 21 dias, Bolsa perde R$ 344,9 bilhões Entenda a ameaça de recessão nos EUA    Apesar disso, vários ministros japoneses afirmaram nesta terça-feira, 22, que o governo não vai adotar qualquer medida em relação à forte queda da Bolsa de Tóquio e à valorização do iene em relação ao dólar, segundo a agência Kyodo.   Estas declarações reiteraram a idéia expressada pelo primeiro-ministro, Yasuo Fukuda, que afirmou há uma semana que, apesar do pânico na Bolsa de Valores, a economia real goza de boa saúde.   Pouco antes de seu fechamento, o índice Nikkei perdia mais de 5%, uma queda que somada à de segunda-feira representa uma baixa de mais de 8% em dois dias na Bolsa de Tóquio.   O ministro das Finanças, Fukushiro Nukaga, afirmou que o Japão não planeja intervir no mercado de divisas para compensar a rápida alta do preço do iene.   A economia japonesa sofre uma alta dependência do setor exportador, com grandes empresas eletrônicas e automobilísticas que são muito influenciadas pelo valor das divisas.   O vice-ministro porta-voz, Matsushige Ono, assegurou que o governo espera que a economia continue se recuperando, mas acrescentou que acompanhará de perto os eventos nos mercados, porque as mudanças rápidas poderiam "afetar negativamente a economia".   A ministra da Economia, Hiroko Ota, indicou que as condições atuais do mercado se devem à crise creditícia originada nos Estados Unidos.   Ota acrescentou que, por enquanto, é difícil para o Japão tomar uma decisão por conta própria, já que seria preciso pensar neste assunto de uma maneira global e organizada.   O ministro da Indústria e Comércio, Akira Amari, disse que por enquanto é preciso observar como os Estados Unidos enfrentam a crise.

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