Kazuhiro Nogi/ AFP - 12/3/2020
Kazuhiro Nogi/ AFP - 12/3/2020

Bolsas da Ásia fecham em queda; Europa ensaia recuperação e abre com alta generalizada

Mercados asiáticos sentem efeito da quinta-feira, 12, caótica na economia global; Europa tenta se reerguer após maior queda no continente na história

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2020 | 22h05
Atualizado 13 de março de 2020 | 10h52

Após uma quinta-feira, 12, caótica nos mercados financeiros ao redor do mundo, com reduções que superaram os 10% em Bolsas de vários lugares, os pregões asiáticos sentiram os impactos e, mesmo conseguindo diminuir um pouco as perdas ao final das negociações, fecharam em baixa, na madrugada desta sexta-feira, 13.

 

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As situações mais graves foram no Japão, onde o índice Nikkei chegou a bater em (-10%), fechando com (-6,08%), e na Coreia do Sul, que teve que acionar "circuit breaker", quando as negociações param por um determinado período, fechando com recuo de 3,43%. 

Hong Kong, Taiwan e China também registraram perdas, com variação para baixo de 1,14%, 2,82% e 1,23, respectivamente. Na Ásia, a única Bolsa a fechar com alta foi a da Tailândia, com tímidos 0,06%. Na Oceania, a Austrália subiu 4,09%, fechando na máxima do dia. 

As Bolsas europeias operam em forte alta na manhã desta sexta-feira, ensaiando uma recuperação após o tombo histórico do índice pan-europeu Stoxx 600 na véspera e na esteira de medidas anunciadas pelos bancos centrais da China e do Japão para amenizar o impacto econômico do coronavírus.

Na quinta, o Stoxx 600 registrou a queda inédita de 11%, após o presidente americano, Donald Trump, decidir suspender todos os voos da Europa para os EUA por um período de 30 dias, abrindo exceção para o Reino Unido. Trump, porém, admitiu posteriormente que poderá rever a decisão. Às 8h11 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 5,45%, a de Frankfurt avançava 4,86% e a de Paris se valorizava 5,97%. Em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 11,61%, 8,26% e 6,22%, respectivamente. Já o Stoxx 600 tinha alta de 5,02%, a 311,40 pontos. 

Petróleo

O petróleo, commodity que teve semana conturbada no mundo inteiro, tem alta de mais de 4%, nos principais índices - Brent e WTI. Desde o início da semana, por conta do coronavírus, Arábia Saudiita e Rússica protagonizam uma "guerra de preços" sobre os barris. Para se ter uma ideia, houve uma queda nos preços da commodity que não se via há quase 30 anos, desde 1991, época da Guerra do Golfo. Às 05h22, horário de Brasília, o WTI para abril subia 4,00%, a US$ 32,76, e o Brent para maio crescia 4,30%, a US$ 34,65. /IANDER PORCELLA/NICHOLAS SHORES/SERGIO CALDAS E FELIPE SIQUEIRA 

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